ACERTANDO OS PONTOS


Arquivo das colunas escritas por Pedro Melo no Jornal Tribuna.

Acertando os pontos, por Pedro Melo

Postado por Jornal Tribuna do Agreste
08 de Março de 2012
A grande farsa

A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas só pode ser vivida olhando para frente.

Desde os mais remotos escritos sobre a história da humanidade que a mentira tem sido utilizada pelos ocupantes do poder para favorecer a práticas não recomendáveis. Ora, mas para que isso se torne possível torna-se necessária à nefasta presença do “mentiroso” que ao longo dos tempos foi identificado por diversos títulos, todos com o mesmo significado: puxa saco. Este ser insípido e inodoro assume o papel de defensor da causa alheia quando o seu único e verdadeiro interesse é defender a sua própria causa. Ele é capaz de mentir com muita propriedade porque para a sua sobrevivência é fundamental que ele, de fato, acredite na mentira e, acredita tanto que, às vezes, ele mesmo, não sabe onde está o limite entre a verdade e a fantasia. No recente episódio do fechamento do matadouro municipal, devido à denúncia de diversas irregularidades naquele órgão pelo Ministério Público, por alguém irresponsavelmente chamado de “dedo duro”, tivemos em Lajedo uma verdadeira aula de “Como Tentar Enganar o Distinto Público”, onde o atual detentor do cargo de chefe do executivo, em mais uma demonstração de sua arrogância, desafia a justiça, não cumpre sua determinação e nem apresenta uma justificativa para isso, tendo como consequência a aplicação da Lei pelo agente fiscalizador e, o prejuízo irreparável às pessoas que dependem dos seus atos; utiliza de forma descarada os préstimos do aqui chamado “inocente útil” que tenta desesperadamente isentar o “ídolo” e atribuir a terceiros a responsabilidade pelo desastre administrativo, fruto da prepotência, falta de zelo com a coisa pública e, principalmente, pelo desrespeito às pessoas que lhe delegaram a função de governar. Resta-nos crer que tinha razão o grande estadista e ex-presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, quando afirmou: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo”. Pense nisso.
CÉU DE BRIGADEIRO – A calmaria, contrariando as previsões dos “abutres de plantão”, na relação entre os dois principais concorrentes à vaga de candidato da oposição, o vereador Rossini e o Dr. Pedro Melo, além da disposição de ambos em cumprir o acordado, tem tirado o sono dos adoradores do caos que apostaram no litígio.
PERGUNTAR NÃO OFENDE – O que faria mudar de opinião a ponto de aceitar, mais uma vez, o sacrifício de realizar uma tarefa para a qual o indivíduo declaradamente não tem vocação e que lhe causou, conforme o mesmo, tanto mal?
O QUE SERÁ QUE SERÁ – Amargando índices de rejeição e de desaprovação jamais sonhados pela oposição na cidade que deveria governar, assiste agora desesperado a projeção de uma catástrofe eleitoral, na cidade que alega ser o seu sonho governar.
NEM FREUD EXPLICA – A tirania é uma característica que acompanha algumas pessoas desde o seu nascimento, e aqueles que a possuem, por mais que se disfarcem de “amigos de fé”, cedo ou tarde acabam traídos pela própria genética. Talvez aí esteja a explicação para esta verdadeira maratona de crueldades implantadas nesta gestão.
O ABOLICIONISTA – Depois da tentativa frustrada de implantar em nossa cidade a “Lei do Ventre Livre”, às avessas, o saco de maldades da atual gestão não para de produzir sandices. Agora chegou a vez de tentar introduzir no município o trabalho escravo fato que gerou a revolta e o repúdio imediato dos auxiliares e técnicos de enfermagem. Parabéns pela resistência.
A ÁRVORE GENEALÓGICA – Alguém precisa avisar ao secretário de administração, do “Reino da Carochinha”, irmão do Rei e primo de uma meia dúzia das Princesas que nele trabalham que os Plebeus, contratados para executar as tarefas que a nobreza não pode fazer, não precisam apresentar até atestado de óbito para não incorrer na Lei do Nepotismo, e que quem precisa se explicar é ele.
SÃO AS ÁGUAS DE MARÇO – Será que a secretaria de obras só irá se preocupar com a metralha e os entulhos ajuntados na via pública quando as chuvas de março chegarem e os levar para as galerias, entupindo-as e provocando os vários transtornos conhecidos?
O CAÓTICO TRÂNSITO – É possível que o DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), instale em Lajedo uma sucursal daquele órgão para realizar aulas práticas com os futuros agentes de trânsito para que eles aprendam na prática tudo que não se deve fazer na organização do trânsito de uma cidade. As aulas serão iniciadas na Rua José Pereira de Carvalho, por trás do Cintura Fina.
PÃO E CIRCO – É inquestionável o benefício que a construção de uma quadra para a prática de esportes representa para qualquer comunidade. O que questionamos, e vamos continuar questionando, são as prioridades; afinal com tantas quadras em atividade certamente teremos mais necessidade ainda de um equipamento essencial no “Hospital” municipal. Valor de uma quadra: 300 mil reais. Aparelho de Raio X: 70 mil reais. Tratar o nosso povo em casa: Não tem preço.
CEGO, SURDO E MUDO – A ordem da justiça de retirar a marca pessoal dos bens públicos, ainda não foi cumprida. Amanhã quando a lei for cumprida, já temos uma resposta. Motivo: culpa da oposição.
LINDA FLOR – Ainda que seja apenas uma flor em um jardim totalmente destruído ela não deixará de ser flor, nem perderá sua beleza. A “Madafolia” é uma destas manifestações populares que por mais humilde que seja merece o respeito de todos àqueles que acreditam na cultura como um patrimônio a ser preservado. Que estes “últimos moicanos” não percam a capacidade de se alegrar, mesmo na adversidade.


Acertando os pontos, por Pedro Melo

Postado por Jornal Tribuna do Agreste
08 de Março de 2012

A chegada de 2012 trouxe, no seu bojo, os ventos da mudança e com ele uma brisa de renovação surgiu. De uma pequena ideia nasce um “grande negócio”. Graças ao alcance e a velocidade das informações via internet um pequeno grupo de pessoas começa a comunicar-se e, daí para o primeiro encontro real (físico), foi um passo. Estivemos presentes e começamos a delinear uma nova forma de enxergar os velhos problemas, mas, principalmente, começamos a entender que fazemos parte de um processo iniciado por outros que com erros e acertos nos conduziram até aqui e que teremos indubitavelmente de seguir em frente. Da mesma forma que não aceitamos os rótulos antigos não aceitaremos os novos e, àqueles que subestimam nossa inteligência e tentam, através de palavras bem postas, desqualificar-nos estarão fadados a discursar no vazio porque não emprestaremos os nosso ouvidos para que estes depositem neles suas ideias escatológicas. Lamentável, somente a falta de sensibilidade de alguns que, sem sequer se dar ao trabalho de procurar saber do que se trata, critica o sonho de quem não abre mão de sonhar desde que entendeu que o seu sonho longe de ser um projeto pessoal significa a possibilidade de encontrar alternativas para fazer a vida das pessoas mais dignas. Neste caso é sempre bom lembrar as sábias palavras do grande líder Martin Luter King: Nós não somos o que gostaríamos de ser. Nós não somos o que ainda iremos ser. Mas, graças a Deus, não somos mais quem nós éramos. Pense nisso.

TEMPESTADE À VISTA
A disputa instalada entre os herdeiros do “trono” para ocupar uma posição na chapa da situação já começa a extrapolar os limites da fazenda e começa a ecoar entre os “plebeus”. É a Síndrome do Príncipe.
O QUE É O QUE É
Já não será mais surpresa a presença de um ex-prefeito na cabeça da chapa da situação. Comenta-se que todas as suas exigências foram aceitas e que não lhe restou alternativa a não ser aceitar o “sacrifício” que isto para ele representa.
O POVO PRECISA SABER
Onde está o veículo da câmara dos vereadores acidentado em uma viagem a Recife? O que fazia um carro oficial em um final de semana quando sofreu um acidente que vitimou um secretário municipal e um suplente de vereador da situação?
FALA QUE EU TE ESCUTO
Será que alguém da administração deste (des)governo poderia explicar por que as pessoas que são atendidas por um médico que atende voluntariamente a população encontram tantas dificuldades em marcar exames e dispensar os medicamentos prescritos pelo mesmo? Dá até para pensar que isto se deve ao fato deste ser irmão de um adversário político do prefeito... Chegamos a este ponto? Eu não duvido, e você?
NUNCA É DEMAIS LEMBRAR
Estamos vivenciando na nossa cidade nesta época que antecede o período eleitoral uma onda de boato jamais visto. A situação, possivelmente, compreendendo que já não vive mais o seu apogeu e sim o início do seu declínio tem procurado tumultuar o processo de composições eleitoral liberando regularmente através dos seus seguidores as famosas “peruas”. Termo que no jargão jornalístico significa assuntos que não tem comprovação da veracidade nem da origem.
EU BEM QUE TE AVISEI
Parece incrível mais o desespero na situação é tão latente que mesmo atos julgados impossíveis há algum tempo atrás já entraram no terreno das possibilidades. E, os outrora “indesejados” já receberam a visita do “canto da sereia”. Torçamos para que resistam...
É PAU É PEDRA
A cada dia que passa fica, mas evidente o efeito deletério do abandono da cidade pelo prefeito eleito, que, traindo àqueles que lhe confiaram o voto, deixa a cidade entregue a própria sorte na mão daqueles que não receberam da população a delegação para lhe governar. O efeito visível disso é a total ausência do poder público em todos os setores da administração no nosso município.
SE CONSELHO FOSSE BOM
Já que o autointitulado “amigo de fé irmão camarada” gosta tanto de Lajedo (com ele diz), porque não dá uma prova desse amor renunciando, de direito, já que de fato renunciou, ao mandato, para que o seu substituto assuma e tente arrumar essa bagunça em que se transformou a atual administração?
ZORRA TOTAL
A administração vai “mal das pernas” isso é um fato. A desaprovação do governo atinge índices jamais imaginados. A limpeza urbana não está mais sendo feita. O hospital virou de fato estação rodoviária e o único tratamento disponível é a “ambulancioterapia”. Mas não se preocupem, as casas vão ser pintadas. E nós, os palhaços, quando teremos nossas “caras” pintadas?
EDUCAÇÃO. A HUMILHAÇÃO CONTINUA
Ás vezes fico imaginando o que se passa na cabeça de um gestor que assiste impassivelmente ao deplorável episódio anual de humilhação a que são submetidos àqueles a quem deveríamos tratar com deferência pelo fato de serem os responsáveis pela formação humana, social e cultural dos nossos cidadãos. Chega a ser desumano a verdadeira via sacra a que são submetidos para conseguir um mísero contrato cuja maior característica é a sua precariedade e, o que pior, com prazo de validade, para que o cabresto permaneça na mão do senhor “feudal”. Senhores professores, em meu nome e em nome de todas as gerações abençoadas com o conhecimento patrocinado pelo vosso trabalho eu peço-lhes perdão. E, perdoai-os, pois, eles não sabem o que fazem.
A LANTERNA DOS AFOGADOS
Houve um tempo em que o “Príncipe” precisava de seguranças para andar nas ruas da cidade que fingia gostar, tal era o assédio. Atualmente, temos assistido ao vivo e cores a versão nativa da “solidão do poder”. Os ratos já começaram a abandonar o navio.

Acertando os pontos, por Pedro Melo

Postado por Pedro Melo / JTA
16 de Janeiro de 2012

Existem apenas duas tragédias na vida: uma é você não conseguir o que quer; a outra, é conseguir

De agora em diante estaremos presentes, mês a mês, de uma forma diferente da que estávamos acostumados a aparecer nos últimos três anos neste veículo de comunicação. Os assuntos do dia a dia da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país, que interfiram direta ou indiretamente na nossa vida política serão aqui abordados de forma isenta com o intuito apenas de informar e ajudar a formar opinião. Este ano carrega no seu bojo o episódio eleitoral onde iremos escolher o novo prefeito e a nova câmara de vereadores da nossa cidade. A transferência do domicílio eleitoral do atual chefe do executivo foi, sem dúvidas, o fato político do ano que acabou. Na situação fica a cada dia mais claro a “briga entre irmãos” para ver quem indica o candidato a sucessão. Correndo, por fora e sem chances de ser indicado estão o vice-prefeito, que assumirá o governo em abril e poderá “embolar o meio de campo” e o vereador desprezado pelos “donos” do partido. Pela vontade dos caciques um ex-prefeito é de longe o preferido e caso aceite de novo “ir para o sacrifício” terá que explicar e convencer a população essa “sua” decisão. Na oposição os nomes do ex-vereador Diogo Quintino, do vereador Rossine e do Dr. Pedro Melo são os que se apresentam no momento, podendo surgir outros, entre eles o do ex-prefeito Adelmo Duarte. As cartas estão postas e o jogo começa a ser jogado. Diante disto, cabe ao eleitor está atento as ideias e propostas de cada um para os cada vez mais graves problemas da nossa terra e as possíveis soluções apresentadas e, de maneira livre, independente e soberana, escolher àquele a quem caberá a honrosa missão de governar a nossa cidade nos próximos quatro anos.
CÉU DE BRIGADEIRO – Pesquisas realizadas e que não podem ser divulgadas em cumprimento a lei, apresentam um índice de aprovação do governo da Presidente Dilma na casa dos 70% e do governador Eduardo em torno de 50% de ótimo e bom. Já o governo municipal...
SURPRESA – Duas constatações surpreendem. A primeira o índice de rejeição do outrora imbatível postulante e a segunda a intenção de votos do “rejeitado” pelos donos do partido em Lajedo.
O QUE O POVO QUER – Para 80% da população o maior problema está localizado na área da saúde que o atual governo foi incompetente para resolver, e que um desinformado vereador debochou do povo (des)informando que um acordo teria sido feito com os médicos (???) que trabalhariam por esse ridículo (para a categoria), salário.
PERGUNTAR NÃO OFENDE – Quem irá dizer ao vice-prefeito que ele não será candidato á reeleição mesmo que esteja fazendo um governo melhor do que essa mediocridade instalada na Praça Joaquim Nabuco?
AVISO AOS NAVEGANTES – É cada vez mais impressionante a capacidade que alguns energúmenos apresentam de criar fatos absolutamente desprovidos da realidade na inútil tentativa de criar uma situação de constrangimento entre este signatário e o vereador Rossini. Desde a eleição de 2010 fizemos um pacto onde, em tempo hábil, faremos uma pesquisa e àquele que apresentar o maior índice de intenção de votos será o candidato e contará com o apoio irrestrito do segundo colocado. Para desespero de alguns, isto é uma realidade. Sabemos que feridas ainda existem com o outro postulante, mas, não criaremos nenhum obstáculo caso seja do seu interesse compor conosco ao invés de disputar em faixa própria e, sem nenhuma cerimônia, aceitaremos a candidatura daquele que apresentar a preferência da maioria do eleitorado. O desentendimento passado, fruto da nossa imaturidade, pode e deve ser superado se o bem maior coletivo for superior ás necessidades individuais e estaremos sempre abertos ao diálogo e ao entendimento se esse for o desejo das partes.
QUEM AMA CUIDA – Não é, como alguns tentam mostrar, um fato isolado o ridículo episódio do erro exposto na internet para todo o mundo da faixa de “FELIS NATAL”. Quem acompanha atentamente as “homenagens” nas faixas e banners das datas comemorativas na nossa cidade sabe que duas coisas nelas são abundantes: a falta de criatividade e os erros gramaticais.
FALA SÉRIO – Diante da enxurrada de denúncias apresentadas nos últimos dias sem que nenhum representante do governo tenha se pronunciado para defender os acusados ou justificar os ocorridos, só nos resta uma de duas conclusões. Tudo é verdade e ninguém tem coragem de defender o indefensável ou este governo se julga acima do bem e do mal, da lei e da ordem e não precisa justificar nada a ninguém.
SAÚDE – UM DIREITO DE TODOS – Lamentável o estado caótico em que se encontra a saúde do nosso município e não me venham com essa “conversa mole” de que “está assim em todo canto”, porque não está. Está assim nos lugares onde não tem governo. Está assim nas cidades que não tem gestão. Não está faltando médico. Está faltando seriedade no trato do bem maior da população que é a vida. Apresente uma proposta salarial decente, compatível com a carga horária e ofereça condições adequadas de trabalho que o profissional demonstrará interesse de aqui labutar. Se não souber onde tem médico, pergunte-me que eu sei. Vamos despolitizar essa questão porque saúde é coisa séria e os profissionais que trabalham em precárias condições, merecem respeito e gratidão porque são eles que sofrem, na ponta do sistema, o peso da irresponsabilidade dos maus gestores. Chega de descaso, chega de descompromisso, chega de mediocridade. Saúde tem de ser prioridade. Respeito é bom e todo mundo gosta.
A FALTA QUE A FALTA FAZ – Impressionante a falta de respeito da câmara de vereadores com aqueles que neles depositaram sua confiança. Submissa, dependente e incoerente, são adjetivos que podem ser utilizados para a sua classificação.

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Agosto 2011

24 de Setembro de 2011

PML: Mudou-se!

Vergonha! Este é o sentimento que a maioria das pessoas sente ao constatar que a Prefeitura Municipal de Lajedo transformou-se na sucursal de uma fazenda lajedense. O prefeito que há muito não comparece ao local de trabalho (existem relatos de que o mesmo já chegou ao absurdo de comparecer menos de 7 (sete) dias ao seu local de trabalho em um mês), faz escola e, comenta-se, que um dos secretários, encastelado há 15 anos numa secretaria, por isso talvez o mesmo a tenha como da sua propriedade, transferiu para a sua residência o expediente que deveria cumprir na prefeitura.

Como se fora pouco, as denúncias da existência de um verdadeiro “mercado persa de consciências” que funcionaria no local, comenta-se que lá também foi instalada a garagem dos veículos oficiais que, ao invés de guardados aos olhos do controle social, escondem-nos da população, facilitando, assim, as constantes negativas de atendimento aos que necessitam destes serviços.

Isto certamente facilita a compreensão das inúmeras denúncias do uso indevido de carros oficiais por secretários e funcionários em horários fora do expediente e em locais onde seja pouco provável que os mesmos estejam exercendo a função que os contribuintes lhes pagam para executar, como por exemplo, em bares e shoppings centers (North Shopping e Shopping Difusora de Caruaru, em pleno sábado à tarde). É verdade que após 15 anos utilizando um veículo público alguns energúmenos cogitem a possibilidade de que o mesmo seja de sua “propriedade”; isto explica o comentário de um secretário ao ser questionado por esta prática: “eu abasteço e mando lavar com meu dinheiro...”. É o teatro do absurdo ou a crônica de um desmando anunciado?

Como se tudo isto fosse pouco, comenta-se, a boca miúda, que existe uma ordem, não escrita, para que o “Príncipe” não seja “incomodado” com “problemas da prefeitura” e desse “povo de Lajedo que só sabe pedir”, quando raramente vem visitar a cidade que deveria governar. Aqui cabe o velho bordão: Seria cômico se trágico não fosse. Por que será que pede o povo de Lajedo? Não será talvez, influenciado por histórias contadas nas esquinas que alguém, um dia, ganhou 900 reais, NOVE NOTAS DE CEM, para pagar o seu IPTU porque teve a coragem de incomodar o “Príncipe” e por esta “audácia” fora premiado? Ou será que tudo não passa de invenção deste “povo de Lajedo que só sabe pedir”? Aqui certamente um bom tema para uma tese de sociologia...

Portanto, assim caminha a nossa cidade, abandono sem tamanho, desmando sem fim, ausência dos serviços essenciais para a população, perseguição a funcionários, tentativa de censura aos meios de comunicação, uso indevido dos bens públicos, desabastecimento das unidades escolares, sucateamento dos equipamentos públicos, ausência da autoridade no município, desvirtuamento da função de secretários municipais e, por fim, mudança do local de atendimento da prefeitura para a residência de um dos secretários.

Parafraseando o ex-presidente Lula, “nunca na história da nossa cidade” tivemos a oportunidade de observar uma quantidade tão impressionante de lixo nas suas ruas, nem a quantidade exagerada de areia no seu asfalto, provocando inúmeros acidentes especialmente com os mototaxistas e, o que é inexplicável, porque temos médicos nas cidades de Calçado e Jupí e não os temos em Lajedo? Porque o Poder Legislativo não convoca o Secretário de Saúde para que o mesmo apresente a sua estratégia para enfrentar o problema? A quem ele beneficia com a sua inércia?

Até quando a imensa massa silenciosa, massacrada, desassistida, carente, impotente, ficará inerte diante de tamanha falta de respeito? Será que ouviremos o silêncio ensurdecedor transformar-se num grito de liberdade e mudança? Quando será que veremos o Poder Legislativo assumir o seu papel de representante do povo e não capacho do executivo que o conduz ao seu bel prazer?
Até quando seremos obrigados a assistir a inauguração de uma mesma obra por duas vezes? Até quando?

Onde quer que você vá, em qualquer que seja o recanto deste município, encontrará um farto material de denúncias, reclamações e, aqui cabe uma constatação: a descrença no Poder Legislativo, a falta de confiança no Ministério Público e a certeza da impunidade o que alimenta a expectativa de que por mais que alguns “Dom Quixote”, como eu, insistam em fazer rodar “os seus moinhos de vento”,as coisas só fazem piorar porquê “o homem tem a caneta” e “a chave do cofre” e, quando o período eleitoral aproximar-se, ele saberá como usá-las, como das vezes passadas. É o que se fala...

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Agosto 2011

Postado por Pedro Melo / Jornal Tribuna
24 de Agosto de 2011

“Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes’’. (Provérbios 19-6).


Chega a ser hilário alguns comentários que surgem nos meios de comunicação da “revolta” dos correligionários do atual prefeito em virtude da total e absoluta irresponsabilidade com a qual o mesmo vem tratando dos interesses do nosso município.


Sua ausência, que já não se constitui em nenhuma novidade, toma conotações de abandono tal à frequência e a intensidade, simplesmente, o prefeito SUMIU. Não reside na cidade, não comparece ao seu local de trabalho, não despacha com os secretários, não atende a população, não presta conta a Câmara de Vereadores e, o que é pior, não assume a sua inapetência pelo exercício do cargo que o povo lhe confiou, renunciando, impedindo assim a assunção pelo vice-prefeito da função que constitucionalmente teria direito.


O asfalto, das ruas principais, não encobrea verdadeira “face lunar” em que se transformaram as ruas secundárias do nosso município, sugiro até que seja organizado pela Secretaria de (anti)Cultura um “rally” com a premiação homenageando os (i)responsáveis por tamanho descaso: 1º Lugar: Prêmio - Prefeito de Lajedo; 2º Lugar: Prêmio - Secretário de Obras e o 3º Lugar: Prêmio –Presidente da Câmara de Vereadores, com isso nós renderíamos uma honraria àqueles que deveriam e não cumprem com dignidade o papel que lhes fora atribuído na função que exercem ou deveriam exercer. O primeiro não manda fazer, o segundo não faz e o terceiro não fiscaliza e nem cobra o que deveria ser feito.


Na educação continua sendo encenado um verdadeiro filme de terror. São relatos e mais relatos de descaso, de uso indevido do dinheiro público, falta de matéria prima básica para o desenvolver das ações educativas, chegando ao absurdo dos professores adotarem o sistema de cotas para financiar o dia a dia nas escolas com a compra até mesmo do mais essencial dos elementos das nossas necessidades: água potável.


A infraestrutura é um capítulo à parte. As estradas vicinais, outrora motivo de orgulho para os moradores da zona rural, simplesmente desapareceram. Quem conhece e principalmente quem as utiliza sabe do desrespeito com o qual as mesmas tem sido tratadas. O atendimento ao homem do campo, que no período eleitoral é tão louvado nos discursos oficiais, não existe e o que existe é insuficiente para atender suas menores carências. Onde estão as máquinas para açudagem, tratores para aração, patrol para as estradas, etc., etc., etc...


O Serviço Social, estrategicamente escondido por traz de grandes muros, leva-nos a questionar o porquê de um serviço essencial para a população carente e, portanto, a mais vulnerável, ter de ser prestado às escondidas. Que tipo de “serviço social” está sendo prestado por pessoas sabidamente contumazes em práticas não recomendáveis para a função pública? Porque o esconderijo? O que estão escondendo? De que têm medo os “serviçais” do Príncipe? Os relatos fazem estremecer quem tem dignidade e ainda consegue se indignar com o uso dos bens públicos como se privados fossem.


Sobre a saúde eu não sei qual é o limite para a falta de respeito com as pessoas e com os bens imateriais de nossa cidade. Se a falta de médicos é um problema que todos os prefeitos responsáveis tem procurado solucionar, na nossa cidade não ouvimos sequer um pronunciamento do gestor ou de alguém do governo pelo menos dizendo que está tentando fazer alguma coisa. Construir uma Central de Abastecimento para retirar de umprédio alugado é um ato de governo, desrespeitar a decisão soberana do gestor à época de homenagear um ilustre morador de Lajedo que teve toda sua vida dedicada ao atendimento farmacêutico da população, Ismael Rocha de Melo, e, como se donos fossem da nossa história, usurparem esse direito, é molecagem.


Amedronta-me o fantasma do nazi-fascismo que destruía os livros de história e os reescrevia ao seu bel prazer e interpretação. Oxalá não chegue o dia em que os livros didáticos utilizados na nossa rede municipal ensinem aos mais jovens que Lajedo foi fundado por um forasteiro que aqui chegou, nascido e criado em outras terras; antes que me atirem pedras, observem que as cores oficiais da nossa bandeira já foram substituídas pelas cores do partido encastelado no poder há mais de 15 anos e que o nosso símbolo oficial há muito foi trocado por uma satânica pirâmide.


Custa-nos crer que a maioria da população já não tenha percebido que esta atual administração tenha como seu maior legado a propaganda enganosa, onde os grandes feitos só existem na exaltação das inúmeras faixas colocadas por seus fiéis “seguidores”, em datas pré-determinadas, a custa do dinheiro público, ou alguém ainda acredita nos feitos registrados por elas?


Alegra-nos o fato de que grande parte do que aqui está escrito tenha sido nos revelado por pessoas que outrora jamais teriam conseguido enxergar o que estava diante dos seus olhos, isso nos impulsiona e nos estimula a continuar acreditando que a mudança pode acontecer e que continua sendo permitido sonhar. Quanto ao responsável por estes desmandos e pela falta de rumo do atual governo,obtive esta resposta ao perguntar a um popular que ouvia um dos relatos. E, de quem é a culpa? Perguntei eu... “A culpa é do PREFEITO”, respondeu ele.

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Julho 2011

Postado por Jornal Tribuna
12 de Agosto de 2011

Hoje, vamos abraçar um amigo legal!
Está fazendo meio século, uma data especial
O nome vocês vão saber no final deste cordel
Mas, desde já destacamos: ele cumpre um grande papel
Médico reconhecido, famoso e respeitado
Faz cirurgias perfeitas, a 25 anos é formado
Alvirrubro de primeira, gosta de cantar e de rir
Chocolate e coca-cola também o fazem sorrir
Seu grande ídolo é o pai chamado Zé Nicolau
Se espelha nesse homem figura sensacional
Com ele aprendeu a ser a grande pessoa que é
A quem muito admiramos e aplaudimos de pé.
Com a dona Flávia Karinne casou-se há 15 anos atrás
No mundo botaram 3 filhos que dão alegria demais
Pedro Affonso, Maria Eugênia e também Maria Eduarda
Grande orgulho e satisfação o casal dos 3 sempre guarda
Nosso amigo adora coisas que vamos contar pra vocês
Adora comer muita carne, adora perfume francês
Adora falar em público, faz isso sem erro e sem medo
Seu sonho político é um dia ser prefeito de Lajedo
O cantor Flávio José é outro que ele adora
O Chiclete com Banana ele canta toda hora
Forrozeiro assumido dizem que é bom de dança
“Nunca desista de seus sonhos” é a frase que sempre lança
Toda segunda-feira vai começar o regime
Esquece tudo na terça e mergulha no prato bem firme
Quando nota que alguém tá aperriado e com grilos
Fala sempre a mesma coisa: fique tranquilo, fique tranquilo
Agora chegou a hora de concluir a homenagem
E dizer pra todo mundo quem é esse personagem
Motivo do nosso carinho, respeito e admiração
É o doutor Pedro Melo amigo do coração
Pra ele tudo de bom, saúde, paz e harmonia
Muita luz, muito sucesso toda hora, todo dia
A UNIMEDe a 3Pontos deixam aqui um abração
E votos de muito amor e muita realização


Homenagem dos colaboradores da UNIMED – Caruaru


Agradeço de coração o carinho e a generosidade com que fui homenageado de todas as formas. A todos o meu carinhoso OBRIGADO.
Pedro Melo.                 

Acertando os Pontos por, Pedro Mélo - Junho de 2011

Postado por Jornal Tribuna
05 de Junho de 2011

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que
poderia ter sido e não foi. Luiz fernando Veríssimo.


Era adolescente, cheio de sonhos e acreditava cegamente que o centro do mundo era Lajedo. Sonhava em dirigir o carro do meu pai e sair pela cidade “desfilando a minha pose”. Como alguns, queria ser cabeludo, como aqueles americanos que apareciam nos filmes e que os adultos chamavam de hippies e nós de heróis mas os meus pais não deixavam, bastava crescer um pouco e lá estava eu em Mané Barbeiro com aquela maldita máquina cortando os meus cabelos à moda Jack Deme. Morria de inveja daqueles garotos que eu via, quando das minhas idas a Garanhuns com o meu pai, e ficava na calçada do Banco Nacional do Norte, olhando-os em grande algazarra desfilar com suas fardas cáqui do Colégio Diocesano de Garanhuns.
Como “desgraça” pouca é bobagem, de vez em quando eu via tudo que eu não podia ser, para meu desespero, chegar em Lajedo. Ah! Que inveja! Montados numa Belina I, azul, seu Davino da farmácia e dona Lurdinha, vinham de Garanhuns, visitar os pais: maternos, seu Zé de Sales e dona Amélia, e os paternos seu João de Couto e dona Deufina e,junto com eles, os seus filhos: a gordinha Luciana, o “branquelo” Roberto (bebeto), o “chico rico” Chico Couto e ele o bonitão, com pinta de galã de novela, cabeludo e aluno do Diocesano, Luciano ou LULU, para as meninas. Era o arrasa quarteirão da época, e que época...
Para piorar, ele não só sabia dirigir como o seu pai, mesmo contrariando o sargento Eury, delegado da cidade, lhe entregava o carro para desespero meu e de meu inseparável amigo Dilson de Jerônimo. O mínimo que nós desejávamos, era que os postes criassem “pernas” e fossem para a frente do seu carro... Que maldade... Que inocência...
Amigos no início, só os filhos de seu Adenor: Adelmo, Sandra e, por último,Adenorzinho. Ficavam “hospedados” na casa de Alice e criaram uma grande amizade com Marinalda, sua filha. Como nós os tratávamos de forasteiros, afinal eles pertenciam ao “país” chamado Garanhuns, não facilitamos muito sua vida.
Passado algum tempo quis o destino que os seus pais em Lajedo viessem a residir. Nesta época, apesar dele ter feito uma “paixão” minha por ele se apaixonar e não corresponder, tornamo-nos amigos. Essa foi a época de ouro de nossas vidas. Fizemos tudo que um jovem saudável pode fazer: fumamos, bebemos, jogamos, dançamos e namoramos muito. Pertencíamos ao grupo denominado “Turma da Fumaça”, numa alusão ao que nunca tivemos coragem de fazer.
Nos “assustados” era um dançarino costumaz, preferido das meninas e sempre fazia bonito com suas roupas da moda e seus longos cabelos louros encaracolados. Tempos depois convivemos em Recife, para onde fomos com o objetivo de estudar e que alegria foram as nossas farras, ainda hoje difícil de acreditar no seu tamanho, pelo pouco de recursos de que dispúnhamos à época.
Ir à praia de ônibus e voltar à pé... Acreditem isso era possível.
A abertura do verão em Boa Viagem, numa festa denominada “Vamos Abraçar o Sol”, na qual ficávamos até o nascer do sol porque não podíamos voltar antes... Que diversão! No “Meio do Mundo”, ele junto a outro amigo da época, era conhecido pelo nome junto aos garçons, tal a sua frequência naquele que foi um dos melhores bares que já conheci.
Na Semana Santa vir de trem para Caruaru e ir de carona para Fazenda Nova, beber vinho Dom Bosco, (que ressaca), e “serrotar” cachorro-quente no trailer de Mané de Chico Doido, que só fazia onda, mas no fim nos alimentava e não cobrava o fiado porque sabia não ter como receber.
Apaixonado que foi pela vida, apaixonou-se pela nossa querida Ana Paula, certamente orientado por Deus, que lhe presenteou como alma gêmea alguém que pelo seu temperamento seria e lhe faria, como foi e como lhe fez, feliz. E, como sorte pouca é besteira, ainda receberia de lambuja dois tesouros de valor inestimável que respondem pelos nomes de Thiago e Thatiane.
Estivemos, por pouco tempo, afastados pelas escolhas que fizemos mas como prova de que grandes amizades quando se acabam é porque não eram grandes, voltamos a conviver e caminharmos em união.
Através deste artigo te rendo esta homenagem para que teus filhos guardem e tenham de ti a lembrança de um bom filho, de um grande amigo, de um companheiro leal, de um dedicado esposo e de um amoroso pai.
Luciano, abraça Edson, Lau e Lêdo, cuidado na tapa nas costas que Josa vai te dar, fala com Zé de Mané Leite que está ai há mais tempo para saber como é que funcionam as coisas e, procura Felipe, esse, com certeza sabe onde você pode se divertir. Quando a tristeza apertar procura Paulo Soares, Zé Rosa e Tungueira e façam uma grande festa aí no céu.


Um abraço cordial do seu amigo Pedro Melo.

Acertando os pontos com Pedro Melo: A mãe

“A maternidade tem o preço determinado por Deus, preço que nenhum homem pode ousar diminuir ou não entender.” Helen Hunt Jackson.

Maria, após nove meses sem conseguir fazer o pré-natal pariu numa chamada “casa de parto” onde ninguém se preocupou em lhe dizer o que iria acontecer. Desenvolveu uma psicopatia relacionada ao trauma obstétrico e tentou assassinar seu rebento que nasceu depois de quase doze horas de sofrimento.

Severina, que já havia parido muitos filhos, desta vez não teve a força suficiente nas contrações para expulsar aquele que seria seu último filho e o viu ser retirado
 aos pedaços após a sua morte sem que ninguém lhe explicasse o que tinha ocorrido.

Júlia,transformara-se na estrela da família afinal, para quem nunca tivera um neto, ela de uma vez só os presentearia com um casal, isso se alguém tivesse percebido
 que estavam sofrendo e a encaminhasse para um lugar onde pudesse ter recebido assistência médica, como isso não ocorreu só restou a tristeza e a dor pela perda.

Marina, depois de passar os nove meses da gestação em uma verdadeira espera... Esperou pelas consultas... Esperou pelos exames... Esperou pelos medicamentos... 
E, esperou por um médico que nunca chegou... O pior foi que a fizeram esperar por um filho que nunca nasceria porque morto já estava no interior do seu útero na sua barriga.

Os nomes são fictícios, as histórias, infelizmente, não, e esta tem sido a saga das mulheres que necessitam de atenção à sua saúde em municípios, como o nosso, que não dispõe de um
 serviço que atenda àquela que é a essência da existência de toda mulher: Ser a mãe.

A consequência trágica disto tudo é que estamos produzindo um contingente sem tamanho de crianças, que quando conseguem nascer, no futuro, certamente, apresentarão um grau
 de deficiência que as tornarão, para nossa infelicidade, em um exército de débeis mentais, com dificuldades na aprendizagem, o que as levarão a manter no poder àqueles que o produziram ou seus semelhantes.

Custa-nos crer que seja possível a um governante, de cuja capacidade intelectual ninguém duvida, desconhecer as práticas empregadas na sua gestão no que se refere aatenção a 
saúde da mulher gestante. Mais o que causa-nos um verdadeiro asco é ouvir de alguns energúmenos a defesa destes atos... Istonos evoca a frase que o filho de Deus,ao ser martirizado na cruz, pronunciou: Pai, perdoai, eles não sabem o que fazem (dizem).

Causa-nos também uma espécie de desânimo perceber que por mais que se avolumem as denúncias, por maior que seja o número de vítimas, independente das histórias, que mais parecem
 retiradas de um filme de terror, parece que todos, TODOS, estão paralisados por uma espécie de letargia que os impede de se indignar.

Temos uma bancada de vereadores que possui, entre seus membros, pessoas advindas da área da saúde, tanto na situação quanto na oposição; o apelo que faço através deste artigo
 é para que independente da agremiação partidária a que pertençam, convoquem,com o apoio de seus pares, o titular da pasta responsável para que explique o que está acontecendo e qual o seu planejamento estratégico para solução desta situação, 
baseada em um cronograma de objetivos, com planos, metas e prazos definidos para o enfrentamento desta que, na concepção deste escriba, é a maior tragédia que vive a nossa população.

Neste que é o mês (maio) dedicado a todas as mães faço um apelo e, neste caso sem o caráter meramente oposicionista, que muitos teimam em apelar para a falta de bom senso, para que
 todos os atores envolvidos, trabalhadores da saúde, que me fornecem as informações com a esperança de que haja mudanças, dos responsáveis pela gestão, dos legítimos representantes do povo, os vereadores, o Ministério Público, o judiciário, a igreja nas suas mais diversas representações e todos àqueles que se sentem responsáveis pelo que acontece no seu entorno, para, juntos lançarmos um basta a esta situação absolutamente incompatível com o nível de civilização atingido por nós, para que possamos exorcizar a volta da barbárie em nosso meio.



Acertando os pontos, por Pedro Mélo: Por que não te calas?




Postado por Jornal Tribuna
02 de Abril de 2011 

A confiança se pressupõe num artigo básico para que as pessoas possam ocupar um cargo chamado “de confiança”. A ser verdade o que se comenta a boca miúda nos quatro cantos da cidade, estaria na hora de se perguntar: Se um prefeito não confia em seu secretariado porque não o substitui?

De outra forma haveremos de perguntar: De que segredo será “dono” um secretário municipal de uma das piores pastas avaliadas pela população, que tem prestado diariamente
um desserviço a nossa cidade e que, segundo comentários, ao ser informado de que seria substituído ameaçou expor as mazelas das quais temconhecimento, tendo o ato imediatamente sido revogado?

Constantemente temos sido alimentados por uma rede de informações que muitas vezes leva-nos a descrer da veracidade, tal a profusão de situações absolutamente surrealistas
que somos confrontados. O fato de utilizarmos esse veículo de comunicação para externarmos a nossa opinião a respeito dos mais diversos temas, relacionados a nossa cidade tem feito as pessoas nos procurarem em busca de um desaguadouro para as suas lamentações.

Temos feito não só a ausculta destas queixas, mas também temos procurado, de forma didática, esclarecer, ensinar e orientar para que estas pessoas, que são conhecedoras de

tantas possíveis irregularidades, não percam a capacidade de se indignar e, mais que isso, adquiram coragem para denunciar aos órgãos competentes em busca de uma investigação legal, com a devida punição para aqueles que sejam considerados, através de um julgamento imparcial, culpados.

Quando um professor fica indignado pela falta de respeito com a qual é tratado, descobre que num simples achocolatado que é usado na merenda escolar (Toddynho*), que

comprado de forma superfaturada pode significar o desperdício dos recursos que deveriam lhe remunerar dignamente, por certo é chegada a hora de discutirmos com serenidade o que de fato está acontecendo na nossa cidade.

Causa-nos estranheza o fato de algumas pessoas obscuras, de forma anônima, tentarem através da divulgação de obras, que nada mais são do que a obrigação de todo governante,
desviar a atenção do que verdadeiramente interessa no debate, que precisa ser feito com aqueles que estão hoje como detentores do poder a si delegados. Temos feito regularmente denúncias neste espaço que carecem de eco na população para que os representantes do povo – vereadores, e o representante da justiça – promotor, sejam instados a tomar uma atitude para os crimes de lesa pátria que são diariamente cometidos contra a população de Lajedo.

Seja na Educação, seja na Saúde, é penoso constatar que nenhum dos dois gestores fora chamado, ainda, à responsabilidade por aqueles a quem de direito (vereadores), para, se não
justificar, pelo menos explicar o tamanho das irresponsabilidades cometidas por ambos em suas respectivas pastas. Quando alguém nos dará uma explicação convincente sobre o calendário escolar feito ao bel prazer de uma irresponsável? Quem justificará a ausência dos pré-requisitos nos contratados e que foram exigidos para o concurso? Brincadeira? Ignorância? Ou crença na superioridade da raça? Precisamos ouvir explicações para não nos sentirmos idiotas. A quem interessa os mais conceituados professores em funções burocráticas e em escolas de menor importância, quando deveriam estar nas maiores escolas e, fundamentalmente, nas salas de aula? Quem será responsabilizado pelos analfabetos funcionais que estamos formando? Recentemente tivemos uma constatação oficial dessa anomalia. (Vide reportagem com o insuspeito
professor Décio Amaral).

Parteiras sem o devido suporte tomando decisões médicas (ATENÇÃO CREMEPE), motoristas de ambulâncias decidindo para onde levar as parturientes transferidas (ATENÇÃO
VEREADORES), aumento da morbidade com as seqüelas previsíveis num futuro próximo (ATENÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO), e o discurso de que “está tudo bem. Lajedo é um canteiro de obras” (ATENÇÃO POVO DE LAJEDO), é o retrato de um governo ineficaz, ineficiente, inoperante e ausente, que precisa, sim, ser criticado, ainda que apenas por poucos para que a história registre que existe vida inteligente além deste medíocre governo que está no poder a tanto tempo e que não foi capaz de resolver os maiores e mais graves problemas de sua população e que vive da fantasia de que o seu
gestor maior é imbatível e está acima do bem e do mal, da lei e da ordem. (Vide opinião postada por uma anencéfala no mural do Portal de Lajedo).

Portanto, para um prefeito que expressa de forma tão explícita a falta de confiança naqueles que se exige como condição a sua confiança para exercer a função, a ponto

de impor-lhes um “feitor”, e que não toma nenhuma atitude diante dos fatos tão graves quanto os relatados e conhecidos da população e, certamente, dele, apesar de sua crônica e irresponsável ausência na cidade que deveria governar, um secretário que honrasse a condição de sê-lo,não teria dúvidas em lhe interrogar com um sonoro: POR QUE NÃO TE CALAS?

Acertando os pontos, por Pedro Melo: A Praça Tahrir

Postado por Jornal Tribuna
15 de Setembro de 2011

“Pior que querer fazer e não poder é poder fazer e não querer.”
Carlos Cardoso Filho.

Os ventos da liberdade que estão soprando no norte da África e no Oriente Médio têm nos permitido acreditar que por mais longa que seja uma ditadura breve é a sua queda quando assim o povo determina.
Zine el-Abidine Ben Ali, Hosni Mubarak, Ali Abdullah Saleh e Muamar Kadafi, nomes de difícil grafia e de pronúncia complicada, têm se tornado comum aos nossos ouvidos nos últimos dias por estarem em evidência em todo tipo de mídia e de apresentar neste momento da história da humanidade um significado todo especial para os amantes da liberdade: seus reinados estão chegando ao fim. Após estes, outros virão, quem sabe este tsunami não cruza o Atlântico e desemboca no agreste pernambucano...
Aqui entre nós somos vítimas de uma ditadura local disfarçada, que por vezes faz-nos acreditar que vivemos em uma Democracia, quando o que temos é um regime de força que usa o poder constituído e conquistado através do voto para usurpar o direito do cidadão de ser tratado com dignidade.
Custa crer que um dirigente, que se encontra no poder há exatos 16 anos, teria coragem de dizer em um veículo de comunicação de massas que “copiar o que é certo não é errado” quando fala em Educação. Difícil acreditar que um dirigente responsável pela educação de uma geração tenha a petulância de afirmar que “cada município tem de descobrir a melhor forma de vencer desafios. Sobral... resolveu enfrentar o desafio...” De quanto tempo ainda precisa para demonstrar competência? Até quando a incompetência reinará? Quantos analfabetos precisaremos ainda formar para que se sensibilize e resgate o tempo perdido? Precisamos de uma Praça Tharir urgente, onde o povo possa se reunir para manifestar o seu repúdio a forma despudorada como vem sendo tratada a educação do nosso município.
A responsabilidade pelos desatinos praticados pela secretária da educação do município não pode ficar restritA a pessoa ou as pessoas dos gestores, haveremos também de cobrar responsabilidade aos nossos muito dignos edis. A comissão de educação da Câmara de Vereadores precisa convocar com a maior brevidade possível a gestora da secretaria de educação para os devidos esclarecimentos sobre a irresponsabilidade de postergar o início das aulas sem nenhum motivo conhecido que justifique tal sandice. Tomando-se como exemplo o tratamento que tem sido ofertado aos professores pelos atuais gestores conclui-se sem nenhuma dificuldade que não existe a menor preocupação com o caos existente na rede municipal de ensino.
Estamos vivendo um momento ímpar na discussão da educação no nosso país. A Presidente Dilma Roussef tem sido categórica na defesa de que investir na educação significa, sobretudo, investir no professor, o grande catalisador das mudanças que estão por vir. Desde a sua primeira fala pública e, isso tem sido repetido com frequência, ela tem atribuído um valor e uma importância à educação como nunca vimos antes na voz de um governante, o que nos proporciona uma crença de que é possível ter chegado a hora.
O governador Eduardo Campos por sua vez tem feito investimentos maciços na área de infraestrutura e tem reiteradas vezes afirmado o seu compromisso com a educação, área vital para o desenvolvimento de qualquer nação e, o que é melhor, tem transformado em ação o discurso, o que nos faz crer que, de fato, teremos mudanças jamais vistas nestes termos.
Outrossim, quando chegamos a célula da República, o Município, aí temos dificuldade de vislumbrar um futuro promissor porque a irresponsabilidade de alguns gestores ainda permite que incapazes sejam alçados a condição de dirigentes, pois os cargos são usados como moeda para pagamento pelo trabalho realizado na campanha eleitoral, deixando de lado o critério da meritocracia, instrumento que deveria ser o único a orientar a escolha de tais ocupantes para estas funções.
É, portanto, preocupante sobre todos os aspectos sabermos que estamos perdendo a oportunidade de desenvolver no nosso município as competências necessárias para alavancarmos o nosso desenvolvimento, simplesmente porque os responsáveis pela pasta da educação não admitem que foram e são incompetentes para o exercício desta função e que para o bem do nosso povo e da nossa terra deveriam pedir para sair.
Diante de tantos e repetidos erros ao longo de tanto tempo, e sem a menor perspectiva de acertos, até porque se soubessem como fazer já teria sido feito, considerando que a formação básica são oito anos e já se vão dezesseis sem nenhuma melhora no índice de desenvolvimento educacional aqui vai um conselho: Copia, afinal “COPIAR O QUE É CERTO NÃO É ERRADO”. (A. J. Dourado – Presidente da AMUPE).

Acertando os pontos, por Pedro Melo: A Triste Partida

Postado por Pedro Mélo / Jornal Tribuna
03 de Fevereiro de 2011

Quando escrevi o artigo Onde está o praefectus?no início de 2009, onde citei a frase do Gov. Eduardo Campos: “Ninguém toma conta de uma casa, de uma prefeitura, de um governo ou de uma Presidência da República se não tiver disposição, vontade, desejo. Se não colocar a alma à disposição da sua luta”, recebi um e-mail que me criticava bastante pois, segundo o mesmo, eu estava com “ressaca da derrota eleitoral” e, conforme o signatário que segundo afirmava haver votado no atual prefeito, eu estava cobrando de forma equivocada o que o eleito ainda não teria tido tempo de fazer.
Preferi não responder porque, momentaneamente, achei que o leitor não tinha razão, mesmo assim, procurei policiar-me ao máximo para evitar que minhas críticas tivessem um caráter revanchista. Durante os dois últimos anos, mês a mês, estive presente nesta coluna com artigos que trataram do descaso com o qual a atual administração tem conduzido a nossa cidade. Sequer, considerei o fato de que o atual governo é a continuação do mesmo que iniciou-se em primeiro de janeiro de 1997, portanto, há exatos 16 anos, o que significa dizer que teve tempo suficiente para conhecer, diagnosticar e tratar dos graves problemas demandados pela população e pelo dia a dia da nossa cidade. No entanto, o que temos é o maior abandono que se tem notícia por um governante da comunidade que ele deveria governar.
Não comparece ao seu lugar de trabalho, a prefeitura, (se fosse um trabalhador comum já teria sido demitido por justa causa); quando vem a cidade é às escondidas e despacha da sua própria casa como se a mesma fosse uma extensão da prefeitura (é possível que ele acredite nisso...), e o que é mais estranho: não quer nem ouvir falar nos problemas da cidade. Seus secretários, sim,seus, porque do município há muito tempo deixaram de sê-lo, já sabem que não podem falar sobre as necessidades de suas respectivas pastas para não contrariá-lo e, na falta de perspectivas e/ou alternativas para as suas gestões, consomem o tempo com as mesmas e desgastadas piadas (imagino o quanto riem da maior piada que é esse governo e de nós “palhaços” a quem pensam que podem enganar o tempo todo...).
Portanto, talvez agora, após dois anos perdidos na nossa história, o leitor atento ao tempo e certamente também atento ao lamentável estado de abandono em que se encontra nossa querida Lajedo, não me questione ao perguntar mais uma vez: ONDE ESTÁ O PRAEFECTUS?
Seus áulicos defensores talvez ainda consigam junto aos mais crédulos ou mais ingênuos, impregnar a mentira tantas vezes repetida de que ele, pela sua importância, encontra-se em Brasília (certamente dando aulas à Presidente Dilma de como não ser um bom governante) ou, quem sabe, orientando os prefeitos, já que preside a entidade que os representa, a como perder a credibilidade junto aos seus eleitores pelo não cumprimento das promessas de campanha ou, como governar através de um preposto, sem sair de casa. Eu, particularmente, acredito que o mesmo tenha estado ocupado ensinando o Governador Eduardo Campos, de quem se diz amigo, o novo modelo administrativo que adotou na nossa cidade, como por exemplo, manter um secretariado a despeito da grita da população, durante 16 anos nos cargos (o governador certamente não concordou porque trocou todos em apenas quatro...); tratar os professores, a quem deveria reverenciar, como capachos, mantendo e apoiando todos os desmandos praticados na pasta pela sua titular e fazer absolutamente de tudo para que a população não tenha assistência médica.
Sou um assíduo leitor do Portal de Lajedo – um parêntese aos que me cobram uma participação no mesmo – deixei de postar minhas opiniões porque o mesmo ultimamente tem sido palco de um “debate” virtual e na minha modesta opinião o mural não é adequado para o debate sendo, tão somente um lugar para a aposição de opiniões a respeito dos mais diversos temas. Como disse, tenho acompanhado a crescente onda de insatisfação manifestada nas opiniões ali postas, o que demonstra claramente o processo de decadência que o atual grupo político que está no poder há quase vinte anos, motivo alegado para a mudança em 1996, vem acumulando, e isto renova no meu ser a esperança de que novos rumos estão próximos de acontecer.
Como se fossem poucos os problemas na Educação, na Saúde e na limpeza pública (porque não utilizarem nas roupas dos servidores as cores “oficiais” de lajedo: o azul e o vermelho?), temos agora mais um gravíssimo: o aumento de acidentes por conta da velocidade exagerada nas vias públicas. O que precisa acontecer para que se tome as devidas providências? Uma tragédia? Espero que não...
Como se vê, a continuar assim, será melancólico o fim de um governo que se arvora de salvador da pátria, que corre o risco de chegar ao final como gerente do caos e ouvir na sua despedida o desabafo dos que que já não suportam mais tanto desprezo e quando partir ecoará nos quatro cantos do nosso torrão o refrão: JÁ VAI TARDE.

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Janeiro de 2011

Postado por Jornal Tribuna
01 de Janeiro de 2011

Você pode dizer que sou um sonhador. Mas eu não sou o único. Eu espero que algum dia, você junte-se a nós. E o mundo viverá como um só. John Lennon
Janeiro – O Feijão e o Sonho – iniciamos o ano sendo surpreendidos pela irresponsabilidade da gestão que distribuiu alimentos impróprios para o consumo humano junto à população carente, dando uma prova inequívoca do desrespeito inerente ao atual governo.
Fevereiro – Os Doze Trabalhos de Hércules – sugerimos através deste veículo doze ações que poderiam retirar a nossa cidade do marasmo governamental em que a mesma se encontra. Destas, apenas uma, por iniciativa do governo do Estado foi realizada.
Março – Acorda Lajedo, acorda – lamentamos a ausência de uma política pública municipal de resgate das nossas tradições e da absoluta falta de incentivo aos movimentos culturais de nossa cidade.
Abril – A Soma de Todos os Medos – após uma série de denúncias via telefone e por e-mail relatamos aqui a soma de todos os medos que nos perseguem e, ao que parece, não tira o sono dos nossos governantes pois, fatos denunciados no mês de abril ainda hoje carecem de respostas efetivas do poder público.
Maio – Adeus Dr. Dourado – registro da perda de um de seus mais ilustres habitantes.
Junho – O Beijo no Asfalto – prova irrefutável da mais absoluta falta de representatividade da nossa cidade, o asfalto que já faz parte da realidade da maioria dos municípios circunvizinhos chega ao nosso exclusivamente pelo empenho do governador do Estado.
Julho – Por que Tamanha Judiação – o sofrimento continua. O asfalto é feito às pressas numa tentativa de “convencer” os eleitores do empenho do seu representante legislativo, o que absolutamente não surtiu nenhum efeito eleitoral.
Agosto – Orgulho & Preconceito – a vergonha de ser mal governado ficou visível quando fomos chamados a fazer parte do grupo que deveria oferecer ao Presidente da República nossa competência e tivemos expostas nossas mazelas.
Setembro – Pintando o Sete – um pouco antes da eleição revisamos aqui as condições em que se apresentavam os candidatos e suas histórias, para ajudar na decisão que tomaríamos cerca de 30 dias depois.
Outubro – Que vergonha, Lajedo – aqui antevemos aquilo que as urnas iriam nos mostrar, o primeiro sinal de que as tão ansiadas mudanças estão começando a surgir.
Novembro – O Fim do III Reich – o resultado desastrado nas eleições ajudou a tirar a máscara do até então “amigo de fé” que não resistiu ao pífio resultado apresentado pelo seu candidato e mostrou as “garras”.
Dezembro – Ao Mestre com Carinho – para coroar um ano de absoluta falta de compromisso com a cidade que deveria governar, o atual governo despreza, maltrata e humilha àqueles a quem deveria reverenciar, os professores.
Revistando todos os artigos que escrevemos no ano passado, resta-nos a impressão que nenhum outro título seria tão expressivo no início deste do que o título do romance dos anos oitenta, FELIZ ANO VELHO, porque é assim que recebemos o ANO NOVO com a certeza de que perdemos mais um da nossa história.
Secretários incompetentes e inoperantes são mantidos nos cargos sem nenhum motivo que justifique tamanha falta de respeito á população. A educação e a saúde continuam tão medíocres quanto medíocre é o nosso governo. E os funcionários além de mal pagos agora são diariamente desrespeitados por paus-mandados cuja competência se restringe ao exercício ridículo do puxassaquismo.
Denúncias pipocam em todos os lugares, professores com carga horária incompatíveis, alunos fantasmas, merenda de péssima qualidade e agora venda da água que deveria abastecer os órgãos públicos, obrigando os funcionários a comprar com seus próprios recursos este líquido vital para as repartições onde labutam.
Diante de tudo isto resta-nos o consolo de que chegamos a metade deste desgoverno e que agora cada dia será um dia a menos para o dia em que teremos novamente a oportunidade de dar um basta nesta história cujo sucesso só pertence a uma meia dúzia que não se cansa de mentir, enganar e fazer de conta que faz aquilo que seria sua obrigação fazer.
Durante todo este ANO NOVO estaremos aqui mês a mês registrando a nossa insatisfação com os rumos tomados pelos que atualmente governam nossa cidade e, atentos tentaremos mostrar a todos que as mudanças se fazem necessárias, não pelo ato de uma vontade individual mas sim pela decisão coletiva que precisa impor-se a vontade deste que pelo tempo que está no poder julga-se dono da vontade das pessoas.

 

Acertando os pontos, por Pedro Melo

Postado por Pedro Mélo / JTA
03 de Maio de 2011

“A maternidade tem o preço determinado por Deus, preço que nenhum homem pode
ousar diminuir ou não entender.” Helen Hunt Jackson.

Maria, após nove meses sem conseguir fazer o pré-natal
pariu numa chamada “casa de parto” onde ninguém se
preocupou em lhe dizer o que iria acontecer. Desenvolveu
uma psicopatia relacionada ao trauma obstétrico e tentou
assassinar seu rebento que nasceu depois de quase doze
horas de sofrimento.
Severina, que já havia parido muitos filhos, desta
vez não teve a força suficiente nas contrações para expulsar
aquele que seria seu último filho e o viu ser retirado
aos pedaços após a sua morte sem que ninguém lhe explicasse
o que tinha ocorrido.
Júlia,transformara-se na estrela da família afinal,
para quem nunca tivera um neto, ela de uma vez só os
presentearia com um casal, isso se alguém tivesse percebido
que estavam sofrendo e a encaminhasse para um lugar
onde pudesse ter recebido assistência médica, como isso
não ocorreu só restou a tristeza e a dor pela perda.
Marina, depois de passar os nove meses da gestação
em uma verdadeira espera... Esperou pelas consultas...
Esperou pelos exames... Esperou pelos medicamentos...
E, esperou por um médico que nunca chegou...
O pior foi que a fizeram esperar por um filho que nunca
nasceria porque morto já estava no interior do seu útero na
sua barriga.
Os nomes são fictícios, as histórias, infelizmente, não, e esta
tem sido a saga das mulheres que necessitam de atenção à sua
saúde em municípios, como o nosso, que não dispõe de um
serviço que atenda àquela que é a essência da existência de toda
mulher: Ser a mãe.
A consequência trágica disto tudo é que estamos produzindo
um contingente sem tamanho de crianças, que quando
conseguem nascer, no futuro, certamente, apresentarão um grau
de deficiência que as tornarão, para nossa infelicidade, em um
exército de débeis mentais, com dificuldades na aprendizagem,
o que as levarão a manter no poder àqueles que o produziram
ou seus semelhantes.
Custa-nos crer que seja possível a um governante, de
cuja capacidade intelectual ninguém duvida, desconhecer as
práticas empregadas na sua gestão no que se refere aatenção a
saúde da mulher gestante. Mais o que causa-nos um verdadeiro
asco é ouvir de alguns energúmenos a defesa destes atos... Isto
nos evoca a frase que o filho de Deus,ao ser martirizado na
cruz, pronunciou: Pai, perdoai, eles não sabem o que fazem
(dizem).
Causa-nos também uma espécie de desânimo perceber
que por mais que se avolumem as denúncias, por maior que seja
o número de vítimas, independente das histórias, que mais parecem
retiradas de um filme de terror, parece que todos, TODOS,
estão paralisados por uma espécie de letargia que os impede de
se indignar.
Temos uma bancada de vereadores que possui, entre
seus membros, pessoas advindas da área da saúde, tanto na situação
quanto na oposição; o apelo que faço através deste artigo
é para que independente da agremiação partidária a que
pertençam, convoquem,com o apoio de seus pares, o titular da
pasta responsável para que explique o que está acontecendo e
qual o seu planejamento estratégico para solução desta situação,
baseada em um cronograma de objetivos, com planos, metas e
prazos definidos para o enfrentamento desta que, na concepção
deste escriba, é a maior tragédia que vive a nossa população.
Neste que é o mês dedicado a todas as mães faço um
apelo e, neste caso sem o caráter meramente oposicionista, que
muitos teimam em apelar para a falta de bom senso, para que
todos os atores envolvidos, trabalhadores da saúde, que me fornecem
as informações com a esperança de que haja mudanças,
dos responsáveis pela gestão, dos legítimos representantes do
povo, os vereadores, o Ministério Público, o judiciário, a igreja
nas suas mais diversas representações e todos àqueles que se
sentem responsáveis pelo que acontece no seu entorno, para,
juntos lançarmos um basta a esta situação absolutamente incompatível
com o nível de civilização atingido por nós, para que
possamos exorcizar a volta da barbárie em nosso meio.

 

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Agosto 2010

Postado por Pedro Melo / Jornal Tribuna do Agreste
04 de Agosto de 2010

ORGULHO - Foi com muito orgulho que aceitei o convite para fazer parte da comitiva do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua recente visita a nossa vizinha Garanhuns. Na condição de Coordenador do SAMU Regional e Coordenador da Urgência e Emergência da cidade de Caruaru fui um dos responsáveis pela garantia de que, no caso de qualquer acidente ou necessidade de pronto atendimento com sua excelência, o presidente, com algum dos membros do seu “staff” ou, ainda, com as pessoas que participavam das solenidades, o SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, referência em qualidade no atendimento pré- hospitalar, estaria presente e pronto para intervir sempre que fosse acionado.
Porém, foi com uma imensa vergonha que, ao participar das reuniões preparatórias para o evento tive que justificar o injustificável: a ausência do SAMU na V GERES – Gerência Regional de Saúde, com sede em Garanhuns. Como explicar para os nossos ilustres visitantes que mesmo sendo a nossa região uma das mais movimentadas do Estado, com um tráfego intenso de caminhões e de ônibus, com milhares de passageiros que se dirigem ao Pólo de Confecções do Agreste, não possui o SAMU? Como justificar que, mesmo sendo da quinta regional de saúde o Presidente do órgão que representa os municípios do estado de Pernambuco, que está Prefeito da nossa cidade pela terceira vez, não faz o menor esforço para implantar o SAMU na nossa região? Como explicar que o SAMU só será implantado entre nós graças a um trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado ao Colegiado de Secretários Municipais de Saúde e com os Coordenadores Regionais do SAMU, dos quais faço parte, para ampliação do serviço do SAMU? Dá para acreditar que o presidente de um órgão representativo dos municípios reúna os prefeitos desta região para incentivá-los a não aceitar a implantação deste serviço primoroso?
Acredito que se a população tivesse conhecimento do “esforço” que o atual gestor municipal tem feito para implantar o SAMU na nossa cidade, certamente entenderia porque critico tanto nesta página a propaganda enganosa alardeada aos quatro cantos pelo mentiroso slogan “o povo em primeiro lugar”.
Chega a ser irresponsável a forma como um assunto tão sério é tratado por quem deveria representar o povo nos seus anseios e nas suas necessidades. Será que o fato do SAMU não ser governado pelo gestor tem alguma influência nesta ensandecida decisão de não implantar o serviço na nossa cidade? Tomara que a minha crítica se transforme na alavanca para a decisão de o fazer. Foi assim com os PSFs, que o atual gestor dizia ser “invenção de Pedro Melo para dar emprego a médico”. Pena que os de nossa cidade funcionem sem médicos...
Por diversas vezes tenho utilizado este espaço para fazer críticas a forma desordenada, irresponsável, desumana e anti-ética como a educação, os educandos e os educadores tem sido tratados pela atual gestão. Já não basta a humilhação dos contratos, forma precária de relação de trabalho perpetuada nesta gestão; já parece natural a utilização dos professores como office boys para entrega de mercadorias aos humilhados necessitados; parece natural, e não nos causa mais indignação, a utilização de professores para fazer faxina em imóveis estranhos a educação; a utilização de carros oficiais para serviços pessoais é absolutamente normal; a qualidade da merenda não merece sequer um pronunciamento; não ter cadernetas nas salas de aula no segundo semestre é banal; salas com dez alunos e dois professores e salas com quarenta alunos sem nenhum professor é só uma questão de metodologia; não ter professor para disciplinas básicas é apenas uma formalidade; receber diplomas sem participar das capacitações é sabedoria; trazer certificado para quem não foi é esperteza e, esse tal de IDEB não vale nada porque quem sabe o que os nossos alunos precisam aprender é o nosso “líder” e, afinal, quem aprende pergunta e quem pergunta quer saber...
Pois bem, como se fosse um plano ardilosamente planejado para fazer com que a educação do nosso município ficasse refém de uma minoria, temos uma verdadeira operação de guerra nos subterrâneos do poder, para maquiavelicamente criar as condições para que apenas um grupo de privilegiados usufruam as benesses do saber. Pois não é que estão querendo criar um monopólio da educação e obrigar as pessoas a se submeterem a uma espécie de preparo onde só a estes será oportunizado o direito de trabalhar na educação municipal? Isto é PRECONCEITO.
De forma bastante clara, alguém fraternalmente ligado a gestão implanta um serviço educacional que se torna pré-requisito para o ingresso no mesmo. Não estaria na hora de perguntar se não está faltando vergonha, ou seria falta de óleo de peroba?
Lajedenses! Escutai atentamente aos discursos que lhes serão dirigidos nesta época de tanta fartura na palavra fácil dos descompromissados e atentai para a nossa realidade, onde faltam seriedade, respeito e atenção às necessidades de um povo cada vez mais carente e desiludido com a falsa sensação de segurança, com a caótica situação da saúde, com a educação de péssima qualidade, imposta, com a falta de dignidade dos servidores que são obrigados a representar o papel de subjugados e, principalmente, pela falta de perspectiva a que estão condenados os jovens da nossa cidade, que a cada dia ampliam o exército de “exilados” de sua terra natal pela falta de condições de sobrevivência na localidade na qual alguns teimam em se apresentar como donos, mas que já deram provas suficientes de que o respeito pelo povo definitivamente não faz parte do seu vocabulário.

 

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Julho 2010

Postado por Pedro Melo / Jornal Tribuna do Agreste
06 de Julho de 2010

Por que tamanha judiação*?
“...Eu perguntei a Deus do céu, ai.
Porque tamanha judiação...”
Asa Branca – Luiz Gonzaga.
*JUDIAÇÃO – verbete da língua portuguesa que, segundo o Aurélio, quer dizer: abandono, desprezo, sofrimento, falta de cuidado.
A sabedoria popular é riquíssima em conhecimentos e afirma dentre outras: “o apressado come cru”, “a pressa é inimiga da perfeição”, “quem faz mal feito faz duas vezes”, etc. Por isto, posso dizer, estão judiando com a nossa Lajedo, senão vejamos.
Pois bem, após 12 anos (o doze que é bom lembram)? de promessas, eis que finalmente chega a nossa cidade... o asfalto. Não que seja uma novidade, afinal cidades bem menores que Lajedo já estão asfaltadas a algum tempo, mas todos ficamos felizes com o início das obras. O problema é que logo após seu começo apareceram os seguintes problemas:
1º) O início das obras coincidiu com a chegada do inverno e todo mundo sabe que asfalto não combina com chuva e o resultado como previsto está aí, ruas esburacadas com o asfalto que sequer foi “inaugurado”, o que resulta em desperdício do dinheiro público, já que ao invés de mais ruas asfaltadas teremos que refazer as feitas anteriormente. Perguntar não ofende: Por que a pressa? Tem alguma coisa a ver com as eleições? Esse asfalto é para pedir votos para alguém?;
2º) A qualidade do asfalto é a pior que pode existir no mercado e deve ser tecnicamente chamada de “farinha de asfalto” porque se esfarela ao menor sinal de movimento em cima dela. Será por isto que foi pedido a população para não fazer fogueiras em cima do mesmo? Vamos colaborar e não caminhar sobre ele pois ele desmancha ao ser pisoteado.
3º) Quem foi o técnico responsável pela informação para a firma responsável pela obra que indicou uma rua transversal como uma das principais de nossa cidade? Será que foi algum dos secretários que estão há 12 anos, (o doze que é bom, lembram)? no cargo, e ainda não consegue diferenciar uma rua principal de uma rua secundária na nossa cidade? Ou será que o objetivo foi pavimentar o caminho para casa de alguém?
Portanto vamos esperar o final das obras para avaliarmos se esta é uma obra de verdade que irá alterar a infra-estrutura da nossa cidade, mesmo sabendo que não foi feito o preparo adequado do antigo calçamento, ou se é apenas uma enganação, como outras, com o claro objetivo de favorecer um discurso para justificar o pedido de votos para determinado candidato que certamente se envergonha ao comentar com seus pares que só agora a “sua” cidade foi asfaltada. Por falar em enganação, sugiro que se coloque urgentemente uma placa naquele monstrengo da entrada, explicando o que diabos aquilo significa, antes de virarmos piada nacional. Aguardemos pois...
Este é um ano atípico. Tem Copa do Mundo, (vamos torcer para o Brasil se igualar ao Náutico e ser HEXA) e eleições. Fico imaginando como será o discurso de certos gestores para tentar convencer os incautos a votar no seu candidato.
Estamos praticamente com o ano encerrado do ponto de vista de realizações, assim é todo ano de eleições e nossa cidade sequer começou a ser governada. Por incrível que possa parecer, as cadernetas dos alunos (sim aquela que serve para fazer as anotações em sala de aula), anda não foram confeccionadas. Levando em conta que a secretária responsável está no cargo há 12 anos (doze que é bom lembram)? acredito que a mesma já tenha o conhecimento suficiente para saber que todo ano tem que mandar confeccionar estas cadernetas. Daí achar que deve ter sido outro problema o responsável por esta sandice. Dizem as más línguas que o dinheiro pode ter sido utilizado para pagar aquela revista maravilhosa sobre a “ilha da fantasia”. Eu, pessoalmente, não acredito...
O Hospital, ou o ambulatório como foi classificado pelo CREMEPE, não apresenta sinais de melhora. Pelo contrário, o relato de funcionários que ali trabalham são estarrecedores e os responsáveis, ou seriam irresponsáveis, fingem que não é com eles e as coisas caminham em direção ao caos, ou será que já estamos nele? A Casa de Parto ou fábrica de deficientes (este é o maior crime cometido contra as nossas crianças. Até quando isto vai permanecer)? continua sem a presença de um médico responsável, o que se constitui na maior irresponsabilidade administrativa da nossa cidade e clamamos ao nosso legislativo para provocar o Ministério Público e o CREMEPE para que ambos obriguem o gestor a contratar médicos para a assistência a população conforme determina nossa constituição.
Por onde anda o projeto dos Consórcios que tanto justificou a ausência de alguns governantes na sua cidade e que até agora não saiu do papel? Como se justifica pelo representante dos municípios de Pernambuco a ausência criminosa do SAMU na nossa cidade e na nossa região? Até quando continuarão com explicações desprovidas de argumentação técnica para justificar o injustificável? Cadê a Academia das Cidades já aprovada e com os recursos liberados? O que estão esperando, as eleições? Nós não podemos mais esperar. Chega de sermos ultrapassados pelas cidades vizinhas, precisamos reagir. O que está faltando?
Quem está fiscalizando a merenda distribuída para nossas crianças, com alimentos mofados e de péssima qualidade? Também, o que esperar de uma secretaria que não confecciona sequer as cadernetas dos alunos e, olha que já estamos em junho. Professores insatisfeitos, mal remunerados, mal tratados, humilhados, obrigados a exercerem papel de atores numa peça para a qual não se prepararam, esta é a fórmula perfeita para o fracasso da educação no nosso município.
Por fim só nos resta a esperança de que a poeira que este asfalto solta não seja para que os nossos cidadãos permaneçam com os olhos fechados, para que não percebam que a hora da mudança está chegando. Vamos mudar...

 Acertando os Pontos, por Pedro Melo - Junho 2010

Postado por Pedro Melo / Jornal Tribuna do Agreste
05 de Junho de 2010
O BEIJO NO ASFALTO
TCE será acionado para investigar utilização de recursos do SUS
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) vai abrir um procedimento contra a prefeitura de Lajedo no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para saber como estão sendo aplicados os recursos do Sistema Único de Saúde.
“Sabemos que os municípios têm recebido mais recursos, mas a situação não muda. O hospital de Lajedo é, na realidade, um ambulatório”, diz Ricardo Paiva, coordenador da Caravana Cremepe-Simepe.
Paiva explica que o Hospital Maria da Penha Dourado não possui equipamentos ou equipe necessária para funcionar como tal: não há bloco cirúrgico em funcionamento, desfibrilador ou laringoscópio, além de não realizar procedimentos básicos como raio X e exame de sangue.
Sem enfermeira chefe, farmacêutico ou nutricionista, conta apenas com uma médica clínica que atende uma média de 100 pacientes em 12 horas de trabalho e só pode ser encontrada até 22h, quando o hospital é fechado.
“Mas tem duas ambulâncias para enviar pacientes para Garanhuns, sendo que Lajedo é uma cidade importante, com 60 mil habitantes. E isto quando os casos não são remetidos para o Recife, enquanto os pacientes vão sofrendo”, diz.
Por exemplo, no caso de cesarianas, não há sala de parto, e as grávidas que necessitam do procedimento são transferidas para Garanhuns.

Basta! Lajedo merecia um presente melhor no seu aniversário.
São treze anos e meio de poder absoluto do atual governo. Portanto, não existe desculpa para o caos instalado na saúde do nosso município com o total descaso da atual administração. Já não é apenas uma voz isolada (a minha), agora foram os órgãos responsáveis pela fiscalização do exercício da medicina (CREMEPE) e da categoria médica (SIMEPE) que constataram a veracidade das minhas incansáveis denúncias aqui mesmo neste veículo de comunicação.
Chega a ser desleal com a população o tratamento dispensado pela atual gestão para com os problemas da nossa cidade, em especial com a saúde pública municipal. Como se já não bastasse o lixo, o mato crescendo em todas as ruas (ainda bem que o asfalto agora vai esconder), a buraqueira em todas as ruas, o desperdício de dinheiro público com os calçamentos do tipo “Sonrisal” , a falta de respeito com a inteligência do cidadão lajedense, vide as explicações para a não recuperação do abrigo da parada de ônibus no Planalto, agora tornou-se regra, já não é mais uma exceção, agora não tem médico, não tem exames, não tem consultas especializadas, não tem enfermeira, não tem nutricionista, não tem prefeito... Afinal, não tem é NADA.
Por outro lado temos excesso de autoritarismo, exagero de prepotência e, um novo dado, o cinismo. Afinal como classificar a cobrança de um governante pelos elogios pelo fato de ter feito sua obrigação?
Estive no aterro sanitário e encontrei, em grande quantidade, o símbolo de que aquilo não está funcionando como deve: os urubus.
A Casa de Parto continua executando diariamente um crime de lesa pátria com a ausência criminosa do profissional obstetra e do profissional pediatra, gerando para o futuro uma legião de sequelados. Onde está o legislativo para provocar o Ministério Público para que o mesmo intervenha e interrompa essa “linha de produção” de futuros deficientes?
O hospital municipal, ou ambulatório como bem classificou o coordenador da caravana do CREMEPE/SIMEPE, com horário pré-determinado para abertura e fechamento, como se fosse uma simples bodega. Os exames de baixa complexidade são realizados precariamente, os de média raramente são conseguidos e os de alta só com o apelo a misericórdia de Deus.
Transporte para fora do domicílio, que é uma obrigação constitucional do município, transformou-se em uma verdadeira via sacra onde a população vê-se obrigada a cumprir pelo menos doze (o 12 que é bom, lembram?) estações de sofrimento para conseguir uma vaga.
Cirurgias viraram uma epopéia onde um vereador foi satanizado porque consegue através de outros meios a realização do mínimo exigido para atenção da população.
A farmácia, que já foi modelo de gestão, torna-se obsoleta na prestação do serviço primordial para a sua existência, a distribuição, controle e avaliação dos medicamentos utilizados pela população referenciada. As unidades básicas de saúde da família fazem parte de um perverso enredo de enganação da população com a participação e conivência dos gestores locais.
Acrescente-se a tudo isto a ausência despudorada do gestor, a falência completa de um modelo de gestão sustentada exclusivamente no culto à personalidade, some-se altas doses de incompetência e você terá em mãos a fórmula para o total abandono em que se encontra a nossa querida Lajedo, gerando, entre outras coisas, a falta de esperança nas pessoas de que de fato alguém tem o dever de cuidar da nossa cidade.
Ora, assim fica fácil de entender o que é que está se passando com a nossa terra. Enquanto os (i)responsáveis se abstraem de suas responsabilidades o povo fica a mercê da sua própria sorte. Alguém tem dúvidas que isto tem contribuído de forma generosa para o desequilíbrio nas relações sociais da nossa cidade, gerando como subproduto a violência que tem sido a grande vilã dos nossos dias, ceifando vidas e provocando a tristeza e a dor nos lares lajedenses?
Portanto, CHEGA! Vamos dar um basta nesta situação. Vamos cobrar a quem de direito um posicionamento claro a respeito das mazelas que nos afligem. Vamos exigir a presença física do gestor onde ele é pago para estar. Vamos esclarecer os comentários de que alguém está trabalhando “contra” aquilo de que necessitamos para não “beneficiar” o autor da proposta. Por fim vamos nos unir contra aqueles que de maneira enganosa esperam manter-se no poder às custas da mentira, da falta de pudor, da irresponsabilidade, com um continuísmo que só tem feito mal a toda uma população que está cansada de esperar que alguém grite bem alto: Ei! Estamos aqui para o que der e vier... Porque nós estamos.

SUGESTÃO: Sugiro aos gestores de nossa cidade a aposição de uma placa onde se leia as explicações para o significado do monumento erguido na entrada da cidade, pois custa-nos entender o que representa ou quer representar “aquilo”.
NOTA: O Beijo no Asfalto é uma peça teatral do saudoso Nelson Rodrigues que retrata a violência urbana na cidade do Rio de Janeiro.

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Maio 2010

Postado por Jornal Tribuna do Agreste / Pedro Melo
01 de Maio de 2010
Nascido em Olinda, estudou na Bahia para ser cidadão de Lajedo. Dr. Antônio Dourado Cavalcanti partiu no dia 16 de abril de 2010, após uma longa e produtiva permanência entre nós.
Médico, chegou a Lajedo pela necessidade de profissionais que já naquela época era um problema que os governos procuravam solucionar através da concessão de benefícios aos que se dispunham a fixar residência no interior.
Pelos seus conhecimentos conquistou posição privilegiada entre os moradores do local se tornando-se uma referência na pequena e promissora vila que mais tarde se transformaria na progressiva Lajedo.
Ao conhecer a Srta. Maria da Penha e Silva, da conceituada família Ferreira dos nossos fundadores, encontrou o motivo que lhe levaria a definitivamente permanecer em Lajedo. Com ela se casou e teve como produto deste enlace o nascimento de cinco filhos homens, tendo um deles seguido o seu exemplo na profissão médica e dois enveredado pelos caminhos da política.
O Dr. Dourado, como era chamado, foi uma figura que exerceu forte influência nos costumes do nosso povo e da nossa terra. Foi incisivo na defesa de Lajedo e muito importante na história da sua emancipação política.
Adepto do futebol, chegou a jogar profissionalmente pelo seu querido Sport Club do Recife, tinha nas corridas de cavalo o seu hobby favorito e através de uma fogosa égua de nome Dandoca, importada da Bahia e transportada pelo meu saudoso pai (Zé Nicolau), sob os cuidados do zeloso jóquei Jorge, pai do brilhante advogado Dr. Jorge Wellington, para a nossa cidade, levou o nome da então pequena Lajedo para todo Pernambuco por meio das espetaculares vitórias nas pistas (prado) de sua propriedade.
Foi um médico respeitado pelos colegas da região e do Estado, tendo, inclusive, recebido recentemente uma homenagem da categoria, através do CREMEPE, pelo zelo com que se dedicava à profissão havendo sido referência no atendimento obstétrico em toda região. Contemporâneo de médicos famosos na redondeza como o Dr. Lívio Valença, de São Bento do Una e do Dr. Lessa em Garanhuns, exerceu o ofício por mais de cinqüenta anos, até ser substituído pelo seu primogênito que lhe sucedeu profissionalmente.
Ao ingressar na vida pública foi prefeito de Lajedo e Deputado Estadual mas conseguiu a proeza de não misturar a política com a profissão e, diferente de outros, manteve seu patrimônio sem jamais permitir que se confundisse o público com o privado. Em uma ocasião contou-me da surpresa do prefeito de Canhotinho ao lhe devolver o “troco” de uma obra que tinha ficado sob sua responsabilidade. Tem com certeza um lugar garantido na crônica política de nossa cidade pela sua própria história, além de ter tido a alegria de ver em vida um dos seus filhos prefeito de Lajedo, outro deputado por Pernambuco e um neto vereador do nosso Legislativo.
Político de visão, manteve-se na liderança da política local durante 30 anos por sempre favorecer a pluralidade na escolha daqueles que governariam Lajedo, sem permitir que houvesse repetição dos escolhidos. Perdeu a liderança quando deixou de ouvir o “barulho dos silenciosos”.
A história julgará a sua participação e definirá a importância do seu papel no cenário político e social da nossa terra. Neste momento recuso-me a fazer qualquer juízo de valor visto que o objetivo deste artigo é somente prestar uma homenagem ao colega médico e o homem público que se vai, e atestar a minha solidariedade a dor da sua perda pelos seus entes queridos.
Digna de nota também foi a maneira eficaz como conduziu a educação de seus filhos pois, no tempo do “você sabe com quem está falando”, nunca permitiu que os “filhos do doutor” utilizassem dessa prerrogativa para se beneficiar sobre os demais. Sempre lembro da “raiva” que um dos seus filhos mais novos tinha por ter que ir e vir a pé para a “rua” nas férias, enquanto um Opala novinho “descansava” na garagem.
Homem de muitos amigos, porém de pouca convivência social, mantinha-se antenado no Brasil e no mundo entretanto o que mais ele sabia era do dia-a-dia de Lajedo através das visitas diárias dos seus velhos e jovens camaradas que numa espécie de edição diária relatavam-lhe tudo que se passava nos quatro cantos da nossa cidade, o que frequentemente fazia com que muitos fatos ocorridos chegassem primeiro ao seu conhecimento.
Bom anfitrião e um excelente “garfo” o Dr. Dourado sempre surpreendia seus convidados com um refinado cardápio. Quem privou de sua amizade e por um motivo, ou por outro, freqüentou a sua casa, com certeza sentou à sua mesa e foi bem servido, pois esta era uma arte cultivada por ele e pela sua esposa, com um registro especial para o café (verdadeiro jantar), das cinco da tarde.
Advertido pelo seu filho, um dia, de que deveria evitar cruzar os limites de sua porteira, esquivei-me ao dissabor de ser constrangido, não comparecendo ao seu velório e/ou sepultamento, retribuindo assim a visita que recebi pela ocasião da perda do meu genitor, além de perder a oportunidade de fazer-lhe pessoalmente minha última homenagem. No entanto, reservo-me o direito de reverenciar este ilustre personagem da minha terra com este artigo, através do mesmo canal em que tanto critico a atuação de um dos seus filhos como governante da nossa cidade, para deixar bastante claro que as idéias podem e devem ser combatidas enquanto os homens podem e devem ser respeitados.

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Abril 2010

Postado por Jornal Tribuna do Agreste
01 de Abril de 2010
Nada é mais assustador para uma criança do que o medo causado pelas histórias contadas no leito, pelos adultos, até que o sono chegue e as faça adormecer profunda e inocentemente. Nos últimos dias, fui procurado pessoalmente por diversas pessoas, fui contactado inúmeras vezes por telefone e tenho sido acessado constantemente através do meu endereço eletrônico e, as histórias que me tem sido relatadas são de tirar o sono de qualquer um além de provocar pesadelos em quem consegue dormir e de fazer com que nós tenhamos a mesma sensação de uma criança quando lhe contam uma história de terror: o MEDO.
Tenho MEDO que seja verdade que as nossas crianças padeçam nas precárias salas de aula do município enquanto os recursos são utilizados para pagar professores residentes em Fortaleza, Brasília (inclusive para surpresa deste que quando aqui esteve, em férias, tomou conhecimento e procurou o Ministério Público para denunciar), Recife e Belém no Pará.
Tenho MEDO que seja verdade que professores da nossa rede municipal de educação estejam recebendo recursos da nossa cidade e estejam trabalhando para o Governo do Estado, para a multinacional TIM, para a Assembléia Legislativa, entre outros e, enquanto isso, os que aqui trabalham tiveram que ingressar na justiça para receber os quase 300 mil reais pertencente aos 60% do FUNDEF.
Tenho MEDO que seja verdade que ao ocupar um cargo público através de um mandato que lhe foi concedido pela população um vereador possa se sentir tão devedor do chefe do executivo ao ponto de se calando diante de tantas injustiças cometidas contra seus pares ser protagonista de um silêncio ensurdecedor.
Tenho MEDO que seja verdade que a titular da secretaria responsável pela formação dos nossos jovens preencha e apresente em seu nome e de outros certificados de cursos dos quais a mesma não tenha participado.
Tenho MEDO que seja verdade que professores que ocupam cargos na administração se aproveitem disto para fazer permutas com professores de outros municípios e ambos não trabalharem onde deviam.
Tenho MEDO que caia no esquecimento a história da professora que ao saber que estava na folha de pagamento desde 2006 sem nunca ter trabalhado no município, procurou o Ministério Público e comprovou a fraude que em seu nome se praticava.
Tenho MEDO que seja verdade que além do episódio anual da humilhação a que são submetidos aqueles que querem trabalhar na educação, agora tenha se acrescentado à lista de maldades a obrigação de pagar o aluguel, a água e a luz do local onde ensinam.
Tenho MEDO que seja verdade que para se conseguir que se repare uma injustiça feita contra uma professora a sua mãe tenha que vigiar a secretária e na feira diante de todos a ameaçar e com isso conseguir imediatamente o “contrato” anteriormente negado.
Tenho MEDO que seja verdade que as redundantes provas documentais existentes não tenham sido entregues ao Ministério Público e que por isto o mesmo não possa tomar as medidas punitivas possíveis para acabar com o desmando, a prepotência e a irresponsabilidade de alguns gestores que pelo tempo que ocupam a pasta a quem deviam servir já se sintam como os verdadeiros proprietários das mesmas e que por isso não estão nem ai para o que diz a Lei.
Tenho MEDO que seja verdade, que dois secretários municipais, um deles inclusive, com um patrimônio inconcebível para o salário que percebe (segundo dizem), tenham se unido em torno de um projeto comum de natureza deletéria aos cofres públicos e que para atingir os seus mesquinhos objetivos tenham destruído a promissora carreira de um jovem funcionário cujo maior pecado foi acreditar que seria perdoado por aqueles a quem tanto beneficiou com a sua ingênua assinatura.
Tenho MEDO que seja verdade, que o chefe de um executivo municipal com tantas demandas da população desassistida, com um governo medíocre, que até agora não representou nenhuma melhoria na vida daqueles que acreditaram na sua mentirosa propaganda, com um sistema de saúde que humilha, denigre e escandaliza aqueles que dela necessitam, esteja canalizando energias para destruir a conquista de uma categoria de servidores (os Agentes Comunitários de Saúde), que representam o que temos de melhor na precária saúde pública municipal.
Tenho MEDO que seja verdade, que a saída de um funcionário graduado da administração represente a discórdia deste com os desvios, desmandos e mal intencionadas condutas adotadas por aqueles que como “ratazanas de porão” só pensam em se locupletar cada vez mais dos parcos recursos municipais utilizando para isso de todas as artimanhas para afastar, destruir e desacreditar aqueles que ousam interferir no processo cada vez maior de apropriação indevida do patrimônio municipal.
No entanto, o meu grande medo é que apesar de todas as evidências grande parte da nossa sofrida e desgovernada população que não tem uma saúde decente porque a gestão é incompetente e irresponsável, que não tem uma educação de qualidade porque a gestão não tem interesse que a população tenha conhecimento, que não tem segurança porque a gestão acha que isso “beneficia” a um vereador e que por não ter nada para inaugurar no próximo dezenove de maio requenta uma obra da administração passada e a entregará a população na data do seu aniversário, não seja capaz de transformar a indignação em um sentimento muito forte de decepção que com certeza nos libertará através da mudança.

Acertando os pontos, por Pedro Melo - Março 2010

Postado por Jornal Tribuna do Agreste
01 de Março de 2010
É de fazer chorar... Este foi o sentimento das pessoas, que como eu, fizeram a opção de permanecer em Lajedo no carnaval deste ano. Andar pelas desertas, escuras, sujas e mal cuidadas ruas da nossa cidade nos remetia aos clássicos filmes do faroeste americano onde eram comuns as famosas cenas de “Cidade Abandonada”.
Fazendo o que seus avós fizeram em tempos passados... Ninguém de bom senso espera que o carnaval de hoje se realize nos moldes dos saudosos carnavais de nossa cidade que se iniciavam no sábado com o desfile do famoso Zé Pereira e se estendia até a quarta feira de cinzas quando saíamos dos clubes, que rivalizavam entre si para ver quem fazia a melhor festa, e nos dirigíamos à feira no Bloco do Bacalhau.
Ei você aí, me dá um dinheiro aí... Não pode ser considerado sério um governo que, além de não fazer nada, com a surrada desculpa de que “o povo vai para praia”, apóia minimamente a um grupo de abnegados lajedenses que se atreve a tentar manter acesa a chama da maior manifestação cultural de Pernambuco: o Carnaval. Mas a prepotência se faz presente na ameaça: não haverá auxílio caso “alguém” ajude.
Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil... Revoltados! É assim que se sentem as pessoas que como eu guardam na lembrança um tempo onde algumas cidades como Calçado, Ibirajuba, Jurema e Canhotinho, para ficar apenas nos nossos vizinhos, sequer ousavam pensar em fazer festa porque tinham absoluta certeza de que, fatalmente, seriam ofuscadas pela grandiosidade das festas lajedenses.
Quanto riso, Oh! Quanta alegria, mais de mil palhaços... Enquanto o (des)governo e seu staff se esbalda nas ladeiras de Olinda, ou nas belíssimas praias do litoral pernambucano o povo que por qualquer motivo fez a opção de aqui permanecer, fica com uma imensa vontade de usar no nariz aquelas bolinhas de borracha vermelha para pelo menos usar a fantasia certa e participar do “circo” armado por este descompromissado (des)governo que está aí.
Oh! Quarta feira ingrata... Como você classifica uma pessoa que mesmo sendo votado majoritariamente por mais de seis vezes na cidade que diz adorar, que nos próximos meses estará caminhando nas esburacadas ruas da nossa cidade para pedir votos, já que em outras épocas ele não anda, fazendo juras de amor, que patrocinou festas em todas as cidades (onde é menos votado), mais se nega a patrocinar naquela que é fundamental para conquista de um novo mandato?... Eu, de ingrato. E você?
Acorda Recife, acorda... Acorda Lajedo porque senão corremos o risco de te ver a cada vez menor, não no teu tamanho, porque tu cresces sozinha, não no teu pujante comércio que é o maior da região e que cresce constantemente sem nenhuma ajuda do teu (des)governo, mais corremos o sério risco de te ver cada dia menor no orgulho que os teus filhos ostentam por ti. Para isso só tem um remédio possível: ACORDAR.
Se a canoa não virar... Pela terceira vez entregaste o comando ao mesmo gestor e o que foi te vendido de forma enganosa como a solução para os teus problemas, hoje se revela como um evento de proporções desastrosas. O pior é que ainda temos três anos deste (des)governo pela frente, a não ser que num gesto de generosidade para com o povo desta terra o mesmo renuncie. Caso contrário é a TREVA...
Uma análise isenta de paixão política partidária, feita com responsabilidade deixaria no analista a sensação de algo fora da realidade. Senão vejamos:
  • • Um governante que não comparece a cidade que governa. No ano de 2009 não trabalhou uma semana completa no local onde é pago para trabalhar - de segunda a sexta – em nenhuma das 52 semanas que o ano possui (sic);
  • • Toda equipe do (des)governo viaja para outras localidades, a exemplo do “chefe”, em um feriado prolongado e NINGUÉM permanece na cidade para responder pelo (des)governo: falta de médicos, limpeza pública, etc;
  • • O único evento cultural realizado de forma espontânea pela população não recebe o menor incentivo da secretaria que deveria ser da educação e da cultura;
  • • Após treze anos de domínio total e absoluto a educação municipal não tem competência para iniciar o ano letivo na data prevista (inconcebível). Se esse fosse um governo sério e comprometido com a educação do nosso povo, “cabeças rolariam”.
  • • A folha de pagamento dos funcionários apresenta erros repetitivos, os contra cheques “somem” e, por incrível que pareça, ao invés de se punir o incompetente que protagonizou esse “circo de maldades” tenta-se intimidar os funcionários e numa tentativa de imbecilização fazê-los acreditar que a culpa é deles;
  • • Implanta-se um novo PSF e, ao invés de uma nova equipe, camufla-se a realidade com o deslocamento do médico de uma existente – é a transformação na realidade do aforisma “cobre-se um santo, descobre-se outro”;
  • • Profissionais sérios e comprometidos são perseguidos, enquanto parasitas e incompetentes protegidos dos chefes permanecem recebendo sem produzir nada que justifique seus pagamentos; e,
  • • Nenhum cidadão consegue a proeza de ser atendido pelo “chefe”, a não ser que passe pela triagem do “primeiro ministro” e desde que não seja para tratar de problema para não lhe provocar estresse, pois o mesmo tem outras prioridades.
Queiram ou não queiram os juízes... Queiram ou não queiram os poderosos (efêmeros) um dia nosso time será campeão. Vamos apostar na presença do novo, sem medo de mudar e com a expectativa de que, um dia, possamos ser governados por alguém que tenha o compromisso de resgatar a nossa identidade, os nossos valores, o nosso orgulho e o nosso respeito. Porque nós somos “madeira de lei que o cupim não rói”.


Acertando os pontos, por Pedro Melo - Fevereiro 2010
Postado por Jornal Tribuna do Agreste
01 de Fevereiro de 2010 

Férias. Essa palavra foi, em determinada época de nossas vidas, a chave para abrir as portas da felicidade. Era os bons tempos em que estudávamos no Recife e, quando ela chegava, para a nossa querida Lajedo nos dirigíamos para gozá-las. Era o tempo em que, segundo o amigo Dilson (filho de Jerônimo), temporariamente voltávamos a ser “gente”.
Passa o tempo, a idade avança, os compromissos se avolumam, as responsabilidades tornam o dia a dia uma verdadeira corrida de obstáculos, a presença torna-se escassa, a companhia fica difícil e, como numa ópera bufa, na tentativa irreal de tentar recuperar o irrecuperável, utilizamos, as nossas férias para tentar preencher o vazio que patrocinamos anualmente com os entes que nos são tão queridos e que por conta das mil e uma necessidades exteriores tanto nos ausentamos de suas vidas. Essa tem sido uma realidade que vem anualmente se repetindo e para prolongar nossa permanência junto aos nossos filhos temos viajado sempre que possível de automóvel o que nos tem dado a oportunidade de conhecer bem de perto a realidade de tantas cidades semelhantes a nossa e que guardam tantas diferenças.
Para começar, em todas, absolutamente todas, tem um marco na sua entrada identificando-a e desejando aos que ali chegam as boas vindas, depois, uma observação: não se utiliza mais calçamento com paralelepípedos, o asfalto predomina nas pequenas e médias cidades, placas de orientação dos pontos básicos, prefeitura, hospital, delegacia, cemitério, escolas ou seja, não são obrigatoriamente pontos turísticos e sim pontos que todos que freqüentam uma cidade precisam ser informados com clareza da sua localização; as escolas são claras, pintadas em cores neutras, como mandam as leis da medicina do trabalho e não com as cores do Prefeito, arborizadas, ventiladas e iluminadas com o aproveitamento máximo da luz natural. Visitamos uma escola na zona rural de uma cidade chamada Cristianópolis - GO que alguém precisa levar os gestores daqui para que eles entendam o significado da palavra gestão, os serviços de saúde são proporcionais ao tamanho das cidades com as suas especificidades mas com participação efetiva do controle social (alguém sabe o que isso significa nessa atual gestão?) enfim, tivemos uma verdadeira demonstração do que pode ser feito por quem tem interesse em governar de fato uma cidade. Ah! Detalhe que fiz questão de saber: – Os prefeitos comparecem nas respectivas prefeituras. Não é estranho? Talvez por isso as cidades que eles governam sejam tão diferentes da nossa desgovernada Lajedo.
Hércules foi um herói da mitologia grega que, forçado pela deusa Juno, realizou doze monumentais trabalhos quase impossíveis para um mortal. Será que nosso “Hércules” seria capaz de enfrentar o desafio de realizar doze mais uma, 13 tarefas, bem mais simples só para justificar o mandato que supostamente possui? Eis a missão:
1 - Concluir o Monumento a Besteira – este sem dúvida é um dos problemas que atormenta a população que não sabe afinal de que se trata este monstrengo. (Solicito informação da data do início desta obra para comemorar o seu aniversário – drpedromelo@uol.com.br).
2 - Reformar o trevo da Av. Paulo Guerra – o que estão esperando? Um acidente de graves proporções para justificar a necessidade? Ou será que ninguém nesse governo sabe o que é um trevo? (Dúvidas? Ligue para o DNIT).
3 - Asfaltar nossa cidade – sem comentários. Apenas uma esperança: Dizem que a escolhida para o lugar do ex-ministro é a mãe do governador, quem sabe assim não se arruma uma desculpa para pedir votos de novo para seu irmão?
4 - Limpar o mato das ruas da cidade – pelo amor de Deus será que vai ser preciso eu fazer um mutirão no dia da árvore para limpar o mato da cidade? Que tal iniciar pela frente do Comercial e vizinhança? Alguém bem que podia “contratar” uns “contratados” para fazer mais esse serviçinho...
5 - Contratar médicos para atender a população – até quando vai permanecer essa falta de respeito com a população? Cadê o médico do PSF Ana Raquel – Bairro Novo? Onde estão os PSFs que seriam necessários para ampliar a cobertura da população? E o consórcio, ninguém sabe, ninguém viu, sumiu?
6 - Realizar novo concurso para professores – será que vão contratar professores sem o curso de Pedagogia? Se a resposta for sim, porque a exigência no concurso? (Detalhe eleitoral: este ano precisamos de “voluntárias” para a campanha...).
7 - Audiência pública da Saúde e da Educação – atenção senhores vereadores é só pedir que se cumpra a Lei. Ou será que até isso foi mudado em Lajedo?
8 - Retirada imediata da marca pessoal do gestor dos órgãos públicos – alguém precisa provocar o Ministério Público para ele fazer a lei ser cumprida. Essa Pirâmide não é coisa do demo não, pode mexer sem medo...
9 - Sinalizar a cidade – alguém precisa dizer ao gênio da brilhante idéia que Lajedo tem outras coisas além de um aterro sanitário. (Sugestões: Monumento ao Desperdício – Centro Social Urbano; Monumento ao Descaso – Parada de ônibus do Planalto; Monumento a Besteira – Pórtico de Entrada; Monumento a Prepotência – Pirâmide da Praça Santo Antônio; etc. Como se vê local para placa é o que não falta).
10 - Reforma estrutural das escolas – vivemos no nordeste do Brasil, com sol praticamente o ano inteiro e, as nossas escolas são escuras e mofadas. Alguém pode aprender desse jeito? (Mirem-se no exemplo do Deolinda – está lindo. Parabéns).
11 - Implantação imediata do PCCSV - chega de usurpar os direitos dos construtores de sonhos. Vamos acabar com a tirania dos contratos e a humilhação das renovações. Porque os contra cheque sumiram? (Ao Mestre com Carinho – A vitória dos alunos da Escola Jornalista tem tudo a ver com vocês – Parabéns).
12 - Pagamento das gratificações dos servidores – adicional noturno, insalubridade, piso salarial, mesa permanente de negociação, alguém poderia lembrar ao partido do “12” que sua legenda é TRABALHISTA. Brizola deve remexer-se no túmulo ao ver tanto desrespeito a classe trabalhadora desse (des)governo que aí está a dezesseis anos; e, para mudar, para fazer valer...
13 – Comparecer a Prefeitura Municipal de Lajedo – situada a Praça Joaquim Nabuco e TRABALHAR.

Acertando os Pontos, por Pedro Melo - Dezembro 2009
Postado por Pedro Melo / Jornal Tribuna do Agreste
09 de Dezembro de 2009 

“Ninguém toma conta de uma casa, de uma prefeitura, de um governo ou de uma Presidência da República se não tiver disposição, vontade, desejo. Se não colocar a alma à disposição da sua luta”. Gov. Eduardo Campos.

“Foi no Império Romano, em pleno século IV, que surgiu a figura do praefectus, origem do nosso prefeito moderno. A este cabia a responsabilidade pela administração e zelo por uma determinada parcela territorial. Ele era um administrador público. Aquele a quem cabia proporcionar às pessoas do lugar o bem-estar necessário para a sua melhor convivência com o meio em que habitavam, livrando-os dos problemas advindos do constante crescimento populacional e da desordem urbana que instalava-se”. (Paulo A. Marenga)
É fato que em pleno século XXI ainda existam prefeitos que não sabem, e se sabem não dão a mínima para os compromissos assumidos perante as urnas com os eleitores pois, até mesmo àqueles que o são por força da Lei (interventores) têm por obrigação cumprir o papel institucional e zelar pela cidade sob sua responsabilidade. Em Lajedo enfrentamos uma situação surrealista, senão, vejamos.
Temos um prefeito, supostamente eleito, pois ainda peleja diante da justiça para homologar o seu mandato, que vive na capital do Estado exercendo um cargo em uma associação e pregando aos quatro cantos um modelo de gestão que ele mesmo não aplica na cidade que deveria governar. Alguém já ouviu falar no controlador interno desta gestão? Alardeia soluções milagrosas para a saúde através dos chamados consórcios e “vende” a idéia pelo que ouve falar, sem sequer citar as suas tão conhecidas fragilidades, cometendo o erro de acreditar que uma proposta que tem qualificação técnica por si só seja capaz de solucionar os problemas. Será que ninguém vai questionar a não viabilização do SAMU na V Diretoria de Saúde e a conivência com os PSFs de “mentirinha”?Até quando irá relevar a baixíssima adesão ao Pacto de Gestão? A precariedade do vínculo dos trabalhadores da saúde do município não importa? Será que ele já ouviu falar em controle social? Audiência pública? Ah! Como eu gostaria de participar de uma com o referido gestor... Além do mais vive criticando os órgãos de fiscalização quando o que deveria fazer era fiscalizar as suas Unidades de Saúde onde, dizem, que “um” trabalha e “outro” carimba... Atenção CREMEPE!!! Que o mesmo profissional ocupa dois postos de trabalho no mesmo programa... Atenção Ministério da Saúde!!! A quem interessar ampliar os conhecimentos sugiro uma visita ao site do Ministério da Saúde, (www.saude.gov.br).
Enquanto isto, por incrível que pareça, temos a função de prefeito sendo exercida por um “sem voto” que usurpa o lugar que por direito deveria ser do segundo na hierarquia do poder, que por sua vez peca por omissão e por inapetência, permitindo assim que quem ninguém representa seja responsável pela (des)organização municipal, decidindo os destinos daqueles que jamais lhe outorgaram tal poder. Como se fosse pouco temos ainda alguns secretários, que pelo tempo de serviço já deveriam ser chamados de proprietários (da secretaria), que já não nos surpreendem com a falta de planejamento, capacitação e objetividade em suas respectivas pastas. Há rumores de que alguns serão substituídos no próximo ano, o que nos faz renovar as esperanças.
A Educação, (ou seria a falta dela?), é um capítulo à parte. Estamos praticamente no final do ano letivo e para muitos ele ainda nem começou. Os alunos, vítimas inocentes da visão maniqueista do gestor continuam numa escalada acelerada rumo à desinformação e a falta de conhecimento, da qual só tomarão consciência quando já for tarde demais e o tempo estiver perdido, aí terão que fazer um longo caminho de volta na tentativa de recuperar aquilo que uma gestão responsável e comprometida com a educação e a boa formação jamais permitiria que lhes fosse negado.
Os professores, arquitetos dos sonhos, vivem o pesadelo de serem gerenciados por alguns gerentes que não dispõe de competência sequer para gerenciar a si próprio, assistem angustiados ao empoderamento daqueles cuja maior habilidade é agradar àqueles que precisam de um mimo para satisfazer seus hipertrofiados egos, observam paralisados um governo cuja máxima é: o dever para uns e nenhuma obrigação para outros. Que não respeita as diretrizes básicas para uma educação de qualidade, nem paga o que é devido a categoria (até quando?) e, além disso tenta transformar professores em ventríloquos de mantras (num surrado processo de imbecilização), na tentativa vulgar de perpetuar no poder àqueles que lá se encontram temporariamente. Um comentário surgido nestes dias nos anima. Fala-se na possibilidade do atual gestor abandonar de direito, já que de fato abandonou faz tempo, a cidade que deveria governar para ser candidato a uma vaga na câmara... Bom, isso é bem melhor do que pensar na possibilidade do quarto mandato. Lajedo não irá suportar.
Como se vê estamos a milhas e milhas distantes daquela situação apregoada durante a campanha por um candidato que teimava em afirmar ser possível governar para todos, realizar as mudanças necessárias sem humilhar as pessoas, acreditar no potencial e nos saberes de todos em benefício de cada um e, o que era primordial, ter como bandeira de governo a Justiça. Do outro lado um velho conhecido que com habilidade usou a mentira e a ilusão, e tantas vezes a repetiu que tornou-se para alguns uma “verdade” absoluta. Hoje, ainda não completou sequer um ano deste (des)governo e corremos o sério risco de assistirmos na nossa cidade uma cena que nos remeterá aos bons tempos dos filmes de faroeste no cinema do Sr. Manoel Vilaça onde era comum determinado tipo de cartaz, que corremos o risco de nos deparar a qualquer dia na porta da prefeitura: PROCURA-SE O PRAEFECTUS. PAGA-SE BEM.

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