“Ninguém toma conta de uma casa, de uma prefeitura, de um governo ou de uma Presidência da República se não tiver disposição, vontade, desejo. Se não colocar a alma à disposição da sua luta”. Gov. Eduardo Campos.
“Foi no Império Romano, em pleno século IV, que surgiu a figura do praefectus, origem do nosso prefeito moderno. A este cabia a responsabilidade pela administração e zelo por uma determinada parcela territorial. Ele era um administrador público. Aquele a quem cabia proporcionar às pessoas do lugar o bem-estar necessário para a sua melhor convivência com o meio em que habitavam, livrando-os dos problemas advindos do constante crescimento populacional e da desordem urbana que instalava-se”. (Paulo A. Marenga)
É fato que em pleno século XXI ainda existam prefeitos que não sabem, e se sabem não dão a mínima para os compromissos assumidos perante as urnas com os eleitores pois, até mesmo àqueles que o são por força da Lei (interventores) têm por obrigação cumprir o papel institucional e zelar pela cidade sob sua responsabilidade. Em Lajedo enfrentamos uma situação surrealista, senão, vejamos.
Temos um prefeito, supostamente eleito, pois ainda peleja diante da justiça para homologar o seu mandato, que vive na capital do Estado exercendo um cargo em uma associação e pregando aos quatro cantos um modelo de gestão que ele mesmo não aplica na cidade que deveria governar. Alguém já ouviu falar no controlador interno desta gestão? Alardeia soluções milagrosas para a saúde através dos chamados consórcios e “vende” a idéia pelo que ouve falar, sem sequer citar as suas tão conhecidas fragilidades, cometendo o erro de acreditar que uma proposta que tem qualificação técnica por si só seja capaz de solucionar os problemas. Será que ninguém vai questionar a não viabilização do SAMU na V Diretoria de Saúde e a conivência com os PSFs de “mentirinha”?Até quando irá relevar a baixíssima adesão ao Pacto de Gestão? A precariedade do vínculo dos trabalhadores da saúde do município não importa? Será que ele já ouviu falar em controle social? Audiência pública? Ah! Como eu gostaria de participar de uma com o referido gestor... Além do mais vive criticando os órgãos de fiscalização quando o que deveria fazer era fiscalizar as suas Unidades de Saúde onde, dizem, que “um” trabalha e “outro” carimba... Atenção CREMEPE!!! Que o mesmo profissional ocupa dois postos de trabalho no mesmo programa... Atenção Ministério da Saúde!!! A quem interessar ampliar os conhecimentos sugiro uma visita ao site do Ministério da Saúde, (www.saude.gov.br).
Enquanto isto, por incrível que pareça, temos a função de prefeito sendo exercida por um “sem voto” que usurpa o lugar que por direito deveria ser do segundo na hierarquia do poder, que por sua vez peca por omissão e por inapetência, permitindo assim que quem ninguém representa seja responsável pela (des)organização municipal, decidindo os destinos daqueles que jamais lhe outorgaram tal poder. Como se fosse pouco temos ainda alguns secretários, que pelo tempo de serviço já deveriam ser chamados de proprietários (da secretaria), que já não nos surpreendem com a falta de planejamento, capacitação e objetividade em suas respectivas pastas. Há rumores de que alguns serão substituídos no próximo ano, o que nos faz renovar as esperanças.
A Educação, (ou seria a falta dela?), é um capítulo à parte. Estamos praticamente no final do ano letivo e para muitos ele ainda nem começou. Os alunos, vítimas inocentes da visão maniqueista do gestor continuam numa escalada acelerada rumo à desinformação e a falta de conhecimento, da qual só tomarão consciência quando já for tarde demais e o tempo estiver perdido, aí terão que fazer um longo caminho de volta na tentativa de recuperar aquilo que uma gestão responsável e comprometida com a educação e a boa formação jamais permitiria que lhes fosse negado.
Os professores, arquitetos dos sonhos, vivem o pesadelo de serem gerenciados por alguns gerentes que não dispõe de competência sequer para gerenciar a si próprio, assistem angustiados ao empoderamento daqueles cuja maior habilidade é agradar àqueles que precisam de um mimo para satisfazer seus hipertrofiados egos, observam paralisados um governo cuja máxima é: o dever para uns e nenhuma obrigação para outros. Que não respeita as diretrizes básicas para uma educação de qualidade, nem paga o que é devido a categoria (até quando?) e, além disso tenta transformar professores em ventríloquos de mantras (num surrado processo de imbecilização), na tentativa vulgar de perpetuar no poder àqueles que lá se encontram temporariamente. Um comentário surgido nestes dias nos anima. Fala-se na possibilidade do atual gestor abandonar de direito, já que de fato abandonou faz tempo, a cidade que deveria governar para ser candidato a uma vaga na câmara... Bom, isso é bem melhor do que pensar na possibilidade do quarto mandato. Lajedo não irá suportar.
Como se vê estamos a milhas e milhas distantes daquela situação apregoada durante a campanha por um candidato que teimava em afirmar ser possível governar para todos, realizar as mudanças necessárias sem humilhar as pessoas, acreditar no potencial e nos saberes de todos em benefício de cada um e, o que era primordial, ter como bandeira de governo a Justiça. Do outro lado um velho conhecido que com habilidade usou a mentira e a ilusão, e tantas vezes a repetiu que tornou-se para alguns uma “verdade” absoluta. Hoje, ainda não completou sequer um ano deste (des)governo e corremos o sério risco de assistirmos na nossa cidade uma cena que nos remeterá aos bons tempos dos filmes de faroeste no cinema do Sr. Manoel Vilaça onde era comum determinado tipo de cartaz, que corremos o risco de nos deparar a qualquer dia na porta da prefeitura: PROCURA-SE O PRAEFECTUS. PAGA-SE BEM.
Acertando os pontos com Pedro Melo, coluna do Jornal Tribuna em dezembro de 2009. De lá para cá, o que mudou?
Pense nisso #tanahorademudar
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