quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quando ensinar melhor vale mais!

Quem ousaria questionar que a melhoria da qualidade do ensino passa, inicialmente, pela valorização salarial dos professores e que maus salários e estabilidade são as principais causas da acomodação no serviço público?
O antídoto para os males descritos acima, pois, vem num frasco sob o título de meritocracia. É como colocar uma cenoura na frente de um coelho durante a corrida.
Ao lançar programa de premiação de professores, funcionários e escolas que se destacarem com projetos e melhoria no desempenho do ensino, o governo do Estado faz uso da fórmula.
Tão boa que a edição da Revista Veja desta semana elogiou a iniciativa. Não a anunciada pelo governo Ricardo Coutinho neste sábado.
Mas a colocada em prática no Governo Geraldo Alckimin, em São Paulo, com fórmula semelhante, mas dosagem superior. Lá, estima-se que a premiação concedida ao longo dos anos poderá dobrar o teto atual dos salários dos professores, chegando a R$ 10 mil.
Um modelo adotado na Coréia do Sul, nação de excelência educacional.
Na Paraíba, as perspectivas de premiação são mais modestas. Mas, nem por isso desestimulantes. Sugerem que um professor receba até um 15º salário por ano. Ou seja, além da remuneração regular anual, acrescente mais dois salários no bolso.
O programa prevê mais um salário para os mil professores que apresentarem projetos para melhorar o ensino nas escolas públicas paraibanas. E, um outro salário para os professores (e funcionários ) das cem escolas que apresentarem os melhores índices ao final do ano.
Uma olimpíada em que se pode ganhar medalha individual ou coletiva. Algo que tem o poder de criar uma corrente de produtividade capaz de contagiar toda a rede.
É claro que a proposta ainda está muito longe de fazer com que professores da rede privada mirem a rede pública como principal campo de atuação. E para tal o governo deve, além de premiar, assegurar um faixa salarial sempre justa para a categoria. Mas já é um começo.
A primeira edição de uma olimpíada em que, definitivamente, o importante é competir. E que as verdadeiras medalhas vão parar no peito do estudante paraibano. (Luis Torres)

Não precisa inventar basta copiar. 
Pense nisso #tanahorademudar

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