É de fazer chorar... Este foi o sentimento das pessoas, que como eu, fizeram a opção de permanecer em Lajedo no carnaval deste ano. Andar pelas desertas, escuras, sujas e mal cuidadas ruas da nossa cidade nos remetia aos clássicos filmes do faroeste americano onde eram comuns as famosas cenas de “Cidade Abandonada”.
Fazendo o que seus avós fizeram em tempos passados... Ninguém de bom senso espera que o carnaval de hoje se realize nos moldes dos saudosos carnavais de nossa cidade que se iniciavam no sábado com o desfile do famoso Zé Pereira e se estendia até a quarta feira de cinzas quando saíamos dos clubes, que rivalizavam entre si para ver quem fazia a melhor festa, e nos dirigíamos à feira no Bloco do Bacalhau.
Ei você aí, me dá um dinheiro aí... Não pode ser considerado sério um governo que, além de não fazer nada, com a surrada desculpa de que “o povo vai para praia”, apóia minimamente a um grupo de abnegados lajedenses que se atreve a tentar manter acesa a chama da maior manifestação cultural de Pernambuco: o Carnaval. Mas a prepotência se faz presente na ameaça: não haverá auxílio caso “alguém” ajude.
Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil... Revoltados! É assim que se sentem as pessoas que como eu guardam na lembrança um tempo onde algumas cidades como Calçado, Ibirajuba, Jurema e Canhotinho, para ficar apenas nos nossos vizinhos, sequer ousavam pensar em fazer festa porque tinham absoluta certeza de que, fatalmente, seriam ofuscadas pela grandiosidade das festas lajedenses.
Quanto riso, Oh! Quanta alegria, mais de mil palhaços... Enquanto o (des)governo e seu staff se esbalda nas ladeiras de Olinda, ou nas belíssimas praias do litoral pernambucano o povo que por qualquer motivo fez a opção de aqui permanecer, fica com uma imensa vontade de usar no nariz aquelas bolinhas de borracha vermelha para pelo menos usar a fantasia certa e participar do “circo” armado por este descompromissado (des)governo que está aí.
Oh! Quarta feira ingrata... Como você classifica uma pessoa que mesmo sendo votado majoritariamente por mais de seis vezes na cidade que diz adorar, que nos próximos meses estará caminhando nas esburacadas ruas da nossa cidade para pedir votos, já que em outras épocas ele não anda, fazendo juras de amor, que patrocinou festas em todas as cidades (onde é menos votado), mais se nega a patrocinar naquela que é fundamental para conquista de um novo mandato?... Eu, de ingrato. E você?
Acorda Recife, acorda... Acorda Lajedo porque senão corremos o risco de te ver a cada vez menor, não no teu tamanho, porque tu cresces sozinha, não no teu pujante comércio que é o maior da região e que cresce constantemente sem nenhuma ajuda do teu (des)governo, mais corremos o sério risco de te ver cada dia menor no orgulho que os teus filhos ostentam por ti. Para isso só tem um remédio possível: ACORDAR.
Se a canoa não virar... Pela terceira vez entregaste o comando ao mesmo gestor e o que foi te vendido de forma enganosa como a solução para os teus problemas, hoje se revela como um evento de proporções desastrosas. O pior é que ainda temos três anos deste (des)governo pela frente, a não ser que num gesto de generosidade para com o povo desta terra o mesmo renuncie. Caso contrário é a TREVA...
Uma análise isenta de paixão política partidária, feita com responsabilidade deixaria no analista a sensação de algo fora da realidade. Senão vejamos:
- • Um governante que não comparece a cidade que governa. No ano de 2009 não trabalhou uma semana completa no local onde é pago para trabalhar - de segunda a sexta – em nenhuma das 52 semanas que o ano possui (sic);
- • Toda equipe do (des)governo viaja para outras localidades, a exemplo do “chefe”, em um feriado prolongado e NINGUÉM permanece na cidade para responder pelo (des)governo: falta de médicos, limpeza pública, etc;
- • O único evento cultural realizado de forma espontânea pela população não recebe o menor incentivo da secretaria que deveria ser da educação e da cultura;
- • Após treze anos de domínio total e absoluto a educação municipal não tem competência para iniciar o ano letivo na data prevista (inconcebível). Se esse fosse um governo sério e comprometido com a educação do nosso povo, “cabeças rolariam”.
- • A folha de pagamento dos funcionários apresenta erros repetitivos, os contra cheques “somem” e, por incrível que pareça, ao invés de se punir o incompetente que protagonizou esse “circo de maldades” tenta-se intimidar os funcionários e numa tentativa de imbecilização fazê-los acreditar que a culpa é deles;
- • Implanta-se um novo PSF e, ao invés de uma nova equipe, camufla-se a realidade com o deslocamento do médico de uma existente – é a transformação na realidade do aforisma “cobre-se um santo, descobre-se outro”;
- • Profissionais sérios e comprometidos são perseguidos, enquanto parasitas e incompetentes protegidos dos chefes permanecem recebendo sem produzir nada que justifique seus pagamentos; e,
- • Nenhum cidadão consegue a proeza de ser atendido pelo “chefe”, a não ser que passe pela triagem do “primeiro ministro” e desde que não seja para tratar de problema para não lhe provocar estresse, pois o mesmo tem outras prioridades.
Queiram ou não queiram os juízes... Queiram ou não queiram os poderosos (efêmeros) um dia nosso time será campeão. Vamos apostar na presença do novo, sem medo de mudar e com a expectativa de que, um dia, possamos ser governados por alguém que tenha o compromisso de resgatar a nossa identidade, os nossos valores, o nosso orgulho e o nosso respeito. Porque nós somos “madeira de lei que o cupim não rói”.
Acertando os pontos com Pedro Melo, coluna do Jornal Tribuna em Março de 2010.
De lá para cá, o que mudou?
Pense nisso #tanahorademudar
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