“Pior que querer fazer e não poder é poder fazer e não querer.”
Carlos Cardoso Filho.
Os ventos da liberdade que estão soprando no norte da África e no Oriente Médio têm nos permitido acreditar que por mais longa que seja uma ditadura breve é a sua queda quando assim o povo determina.
Zine el-Abidine Ben Ali, Hosni Mubarak, Ali Abdullah Saleh e Muamar Kadafi, nomes de difícil grafia e de pronúncia complicada, têm se tornado comum aos nossos ouvidos nos últimos dias por estarem em evidência em todo tipo de mídia e de apresentar neste momento da história da humanidade um significado todo especial para os amantes da liberdade: seus reinados estão chegando ao fim. Após estes, outros virão, quem sabe este tsunami não cruza o Atlântico e desemboca no agreste pernambucano...
Aqui entre nós somos vítimas de uma ditadura local disfarçada, que por vezes faz-nos acreditar que vivemos em uma Democracia, quando o que temos é um regime de força que usa o poder constituído e conquistado através do voto para usurpar o direito do cidadão de ser tratado com dignidade.
Custa crer que um dirigente, que se encontra no poder há exatos 16 anos, teria coragem de dizer em um veículo de comunicação de massas que “copiar o que é certo não é errado” quando fala em Educação. Difícil acreditar que um dirigente responsável pela educação de uma geração tenha a petulância de afirmar que “cada município tem de descobrir a melhor forma de vencer desafios. Sobral... resolveu enfrentar o desafio...” De quanto tempo ainda precisa para demonstrar competência? Até quando a incompetência reinará? Quantos analfabetos precisaremos ainda formar para que se sensibilize e resgate o tempo perdido? Precisamos de uma Praça Tharir urgente, onde o povo possa se reunir para manifestar o seu repúdio a forma despudorada como vem sendo tratada a educação do nosso município.
A responsabilidade pelos desatinos praticados pela secretária da educação do município não pode ficar restritA a pessoa ou as pessoas dos gestores, haveremos também de cobrar responsabilidade aos nossos muito dignos edis. A comissão de educação da Câmara de Vereadores precisa convocar com a maior brevidade possível a gestora da secretaria de educação para os devidos esclarecimentos sobre a irresponsabilidade de postergar o início das aulas sem nenhum motivo conhecido que justifique tal sandice. Tomando-se como exemplo o tratamento que tem sido ofertado aos professores pelos atuais gestores conclui-se sem nenhuma dificuldade que não existe a menor preocupação com o caos existente na rede municipal de ensino.
Estamos vivendo um momento ímpar na discussão da educação no nosso país. A Presidente Dilma Roussef tem sido categórica na defesa de que investir na educação significa, sobretudo, investir no professor, o grande catalisador das mudanças que estão por vir. Desde a sua primeira fala pública e, isso tem sido repetido com frequência, ela tem atribuído um valor e uma importância à educação como nunca vimos antes na voz de um governante, o que nos proporciona uma crença de que é possível ter chegado a hora.
O governador Eduardo Campos por sua vez tem feito investimentos maciços na área de infraestrutura e tem reiteradas vezes afirmado o seu compromisso com a educação, área vital para o desenvolvimento de qualquer nação e, o que é melhor, tem transformado em ação o discurso, o que nos faz crer que, de fato, teremos mudanças jamais vistas nestes termos.
Outrossim, quando chegamos a célula da República, o Município, aí temos dificuldade de vislumbrar um futuro promissor porque a irresponsabilidade de alguns gestores ainda permite que incapazes sejam alçados a condição de dirigentes, pois os cargos são usados como moeda para pagamento pelo trabalho realizado na campanha eleitoral, deixando de lado o critério da meritocracia, instrumento que deveria ser o único a orientar a escolha de tais ocupantes para estas funções.
É, portanto, preocupante sobre todos os aspectos sabermos que estamos perdendo a oportunidade de desenvolver no nosso município as competências necessárias para alavancarmos o nosso desenvolvimento, simplesmente porque os responsáveis pela pasta da educação não admitem que foram e são incompetentes para o exercício desta função e que para o bem do nosso povo e da nossa terra deveriam pedir para sair.
Diante de tantos e repetidos erros ao longo de tanto tempo, e sem a menor perspectiva de acertos, até porque se soubessem como fazer já teria sido feito, considerando que a formação básica são oito anos e já se vão dezesseis sem nenhuma melhora no índice de desenvolvimento educacional aqui vai um conselho: Copia, afinal “COPIAR O QUE É CERTO NÃO É ERRADO”. (A. J. Dourado – Presidente da AMUPE).
Acertando os pontos com Pedro Melo, coluna do Jornal Tribuna em Março de 2011.
De lá para cá, o que mudou?
Pense nisso #tanahorademudar
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