Confira abaixo matéria veiculada em o Jornal, edição 0 em Março de 2010.

As chuvas que caíram na cidade de Lajedo na sexta-feira (9), deram mostras que a cidade, ainda muito carente de infra-estrutura, vive a beira de mais uma tragédia, e, desta vez anunciada.
Há aproximadamente sete anos, moradores e comerciantes do centro sofriam com as fortes chuvas que assolaram a cidade naquele trágico episódio que culminou na perda de vários bens materiais por parte das vítimas da enchente. “Perdi grande parte dos meus móveis. Perdi parte de uma vida naquela enchente”, lembra o aposentado Reginaldo Lima.
Por ironia do destino ou benção dos céus, apenas bens materiais foram arrastados pelas fortes chuvas, porém vidas estavam envolvidas e uma tragédia ainda maior poderia ter acontecido. “Me lembro como hoje daquele dia. Era muita coisa sendo arrastada. Estava na rua na hora da chuva e quando fui querer retornar para casa acabei caindo em um buraco. Tive que engessar a perna e fiquei dois meses sem poder trabalhar”, disse em tom de lamentação o funcionário público, Esildo Francisco.
Mesmo a cidade tendo crescido bastante e o risco de uma nova enchente ser culminante devido ao fraco sistema de saneamento básico do município, pouco foi investido em infra-estrutura neste período e o que muitos temiam quase voltou a acontecer no último dia nove de abril. “Estava no centro da cidade na hora da chuva e pude perceber o quanto a cidade necessita de investimentos em infra-estrutura. A única saída que a água tem é para o riacho que corta a cidade. O riacho está virando fonte de lixo e esgoto. Além de corrermos o risco de uma nova cheia ainda estão poluindo de maneira irresponsável o riacho”, contou o estudante Júlio César.
Mesmo ciente do risco que a população lajedense corre a cada vez que se ameaça cair uma forte chuva na cidade, o secretário de obras do município, Luis Ferreira, tentou justificar a falta de investimentos. “Não temos verbas para realizarmos essas obras. Sabemos da carência, mas não podemos fazer nada por falta de recurso. O motivo de não termos investido até o momento foi esse”, explicou o secretário que voltou atrás e garantiu que investimentos serão feitos em prol da população.“Acabamos de conseguir juto ao Ministério das Cidades um recurso que nos possibilitará a realização de uma operação tapa buracos em toda a cidade, bem como também o saneamento das ruas que ainda não dispõem. Também será ampliado o saneamento de algumas ruas. Já um projeto de revitalização dos rios ainda vai demorar para sair do papel por falta de recursos próprios”, conclui Ferreira.

Estudantes também sofrem com as chuvas
Os estudantes do Colégio Normal do Lajedo também reclamaram da falta de estrutura da escola. De acordo com as denúncias recebidas pelo O Jornal, em dias de chuva as aulas são interrompidas e os alunos, além de prejudicados por não terem aula, acabam tendo que atravessar o pátio da escola que fica inundado.
O estudante Marcos Roberto afirma que não é a primeira vez que isso acontece e que, inclusive, já procurou a direção da escola, contudo os problemas persistem a cada temporal. “É inadmissível que isso continue acontecendo. É um grande desrespeito com os alunos. A gente sai da escola todo molhado. Até parece que estávamos no meio da rua. Não tem condição de continuar assim. A gente está perdendo muitas aulas. Além de perder aula tem o cosntrangimento de chegar em casa molhado, estou falando em nome de todos os alunos do Colegio Normal do Lajedo. Peço que alguém nos ajude. Falta estrutura naquela escola. Tá precisando de outra reforma”, desabafou o estudante.
Pense nisso. #tanahorademudar
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