quarta-feira, 23 de maio de 2012

PEDRO MELO RESPONDE PERGUNTAS DE INTERNAUTA


RESPOSTA A UM QUESTIONAMENTO
Meu caro, Dr. Araújo, sou um leitor cotumaz dessa página e com frequência leio suas postagens o que me faz acreditar que, certamente, um erro de interpretação lhe levou a postar alguns equívocos a meu respeito o que procurarei, através destas respostas, elucidar. Antes, porém, quero lhe agradecer a confiança em mim depositada, por duas vezes, votando nas minhas propostas, conforme seu relato e esclarecer que lhe respondo por dois motivos: primeiro pela forma respeitosa como fui provocado e segundo em respeito ao seu voto a mim confiado.

Dr, vc/ está embarcando na onda de alguns. 

Não, meu caro. Esta foi, sem dúvida, a decisão mais difícil da minha vida, politicamente falando, mas foi fruto de uma longa e deliberada análise de toda a conjuntura. Tentei, de todas as formas, construir uma candidatura única na oposição, não consegui. Retirei então o meu nome para facilitar as composições tendo em vista que o meu nome, para uns não servia, porque fui, por um equívoco meu e mérito de quem conseguiu, aliado ao grupo da situação e para outros porque em um episódio, na eleição passada, não impus a minha vontade e cedi para aliados que hoje me renegam.

1:= a pesquisa onde mostra a intenção de votos com ligeira'' preferência para Rossine é falsa ?
Não, não é falsa. Como não são falsas outras pesquisas que apresentam resultados diferentes. Pesquisa é um retrato do momento e serve para indicar rumos, traçar estratégias e até, orientar campanhas. Não discuto resultados de pesquisa desde que conhecida seja a metodologia empregada. A possível “vantagem” de um candidato pode ter várias explicações assim como a “desvantagem” temporária do outro. Esta não é, nem foi á questão. 

2:= vc/ concordou ou não em respeitar á opinião do povo ''na'' respectiva pesquisa?
Existia um acordo de cavalheiros entre os pré-candidatos que seria feita, em tempo hábil, um pesquisa registrada, para que pudesse ser publicada, em um instituto de grande porte, para evitar dúvidas quanto a sua lisura, uma pesquisa que definiria o candidato do grupo. No entanto, foi utilizada a divulgação de uma pesquisa realizada em Dezembro como se esta fosse a determinante da decisão o que criou alguns constrangimentos entre àqueles que torciam para que o candidato fosse a minha pessoa e os que tinham outra preferência. Daí em diante começou haver um clima de disputa entre os grupos o que levaria, fatalmente, a uma divisão prejudicando dessa forma a construção da união tão sonhada por mim para enfrentar o candidato da situação. 

3:= é verdadeira ou não a intenção de ambos terem como vice o empresário Roberval Machado?
Só posso responder por mim. Da minha parte não haveria nenhum problema e seria uma honra ter um vice do porte do amigo Roberval Machado, no entanto, não houve esse convite. Converso muito com ele e acredito ser um excelente nome no futuro. Antes ele precisa “ser” de Lajedo. 

4:= vc/ já foi situação, pergunto-lhe.. é fácil um vereador da oposição solicitar e ser ''bem'' atendido pelo prefeito ?
Não, não é. Em Lajedo, infelizmente, temos prefeito de um lado A ou de um lado B. Lajedo não precisa de um prefeito que tenha lado, nós precisamos de um prefeito que tenha posição. Todos dizem que já fui de um lado ou de outro agora lhe pergunto: Quantos falam que mudei de posição? Defendo Adelmo Duarte e os Cosme naquilo de bom que representaram para Lajedo, onde falharam critico com respeito. Alguém me ouviu falar mal de algum deles quando estava no outro lado? Claro que não, porque respeito-os e por isso tenho o seu respeito. Estive do lado da situação, sai quando não concordei com a sua prática política. Alguém já me ouviu falar mal de algum deles? A resposta é não porque discordo do pensamento, mas, respeito o dono. E nunca deixei de reconhecer os méritos seja de que lado for e isso inquieta muita gente. 

5:= sua vontade em melhorar lajedo, esta acima da vontade popular , mostrada em pesquisa?
Já disse uma vez e torno a dizer. Só quem tem o poder de tirar-me da política é o povo. Dito isto, respondo sua pergunta. Minha vontade de governar Lajedo é fruto do meu conhecimento, estudo e dedicação aos seus problemas. Jamais serei prefeito de Lajedo se essa não for a vontade de seu povo por isto, retirei o meu nome da disputa, porque a sabedoria do povo ainda não reconhece em mim a capacidade para governá-los. Continuarei estudando e contribuindo da melhor forma com todo àquele que quiser construir dias melhores para a nossa terra e combatendo, no bom combate, todo àquele que não for digno de tamanha honraria. E, se um dia o povo decidir que chegou a minha vez, tenha certeza, estarei pronto.

6:= vc/ sendo ''candidato e eleito , respeitara as vontades e desejos da população ? da mesma forma que respeita a pesquisa ? já que comenta-se muito sobre a falta de respeito dos políticos com o povo ?
Meu caro a minha história fala por mim. Em todos os cargos que ocupei a principal característica minha foi a de socializar o poder e centralizar a responsabilidade. Ou seja, sempre dividi os louros da vitória, mas, sempre assumi os erros sozinhos. Disse isto em 1996 a todos os que me acompanharam e àqueles que quiseram encontrar culpados para o nosso insucesso: “se houvesse vitória seria de todos, mas, a derrota só pertence a mim e, se tem um culpado este culpado sou eu”, encerrando assim um processo que não conduziria a nada a não ser o desgaste de muitos. Portanto, meu caro um bom líder não busca bode expiatórios para os seus erros ele assume-os.

7:= Dr Pedro, já votei em vc/ duas vezes, gosto das suas'' propostas, mais... até quando deve-se insistir em ser candidato?
Até o dia em que aparecer propostas melhores do que as suas ou que alguém lhe prove que suas propostas não servem ou, na melhor das hipóteses, quando as suas propostas, se não provadas que são equivocadas, forem colocadas em prática. E, por fim e muito mais importante, quando o povo decidir que está na hora de você parar, no entanto, enquanto tiver um índice de intenção de votos competitivos deverá se manter na disputa ou com o nome a disposição do partido. Eis o exemplo de Lula, que salvo alguns equívocos (quem não os comete), foi um dos maiores governantes que este País já teve e, todos lembram como foi difícil o povo entender que ele deveria ser. Na hora certa e com o seu amadurecimento o povo lhe honrou com dois mandatos.

8:=VC/ acredita que é realmente o único que pode melhorar lajedo? ( isto é auto confiança , ou prepotência)?
Não, eu não acredito nisso. Acho que qualquer um pode fazer o melhor de si, se realmente quiser governar para todos e não para uma banda da cidade. O que eu sou, sem modéstia, é mais preparado do que qualquer um dos nomes que se apresentam para a disputa. Por uma razão muito simples, eu estudo Lajedo e seus problemas e busco através do conhecimento soluções para aplicá-las caso venha um dia a lhe governar e isto não é prepotência nem autoconfiança é apenas o fruto da dedicação e da importância que dou ao tema. Minhas propostas eu exponho e discuto porque são consistentes e factíveis. E, por favor, não me venham com esse discurso de que já fui vice-prefeito e não fiz nada, que já fui secretário de saúde e não fiz nada porque esse discurso não se sustenta. Primeiro, porque vice-prefeito não é prefeito, parece óbvio, mas, alguns teimam em não aceitar esse fato e, segundo, no pouco tempo em que fui secretário de saúde fiz o que era possível fazer e os números oficiais do Ministério da Saúde mostram se foram ou não eficazes na busca de soluções.


> quando'' embarca'' neste papo de que é filho de lajedo , parece-me que os votos que depositei em urnas em vc/ foram mais do que perdidos, não pelo fato de não te ver como prefeito, mais sim .. pelo fato de que não nasci em lajedo , mais minha família mudou-se para ''esta cidade'' quando eu ainda era criança, e todos nos adotamos esta terra como nossa.

Aqui o equívoco de que falei. Quando falo que sou filho de Lajedo é por orgulho de ser descendente direto de seu fundador e mostrar que me sinto bem em afirmar a minha naturalidade, jamais, considerando inferior àqueles que aqui não nasceram, até porque, muitos dos que aqui não nasceram contribuíram muito para o que somos hoje. 


PERGUNTAS.
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Pela graça de DEUS não nasci nas casas de parteiras em lajedo, tão pouco de favores em Garanhuns este fato (sorte) me tira o direito de querer ou não votar em você ? (meus votos foram mal recebidos ?)

Creio que as respostas acima esclarecem o quanto respeito a todos, inclusive os que em mim não votaram, não votam ou não votarão. O fato de aqui ter nascido não capacita ou incapacita ninguém para nada da mesma forma que não nascer aqui. Como disse é por orgulho (e quem me conhece sabe), que sempre, em todas as ocasiões em que tenho a honra de participar que afirmo em alto e bom som, para todos, o orgulho de ser lajedense. 

EM QUAL LOCAL, HOSPITAL, MATERNIDADE, OU CASA DE LAJEDO VC NASCEU? SEUS FILHOS NASCERAM ONDE ?
Nasci na Praça Joaquim Nabuco no local em que hoje está instalada a loja Celles Calçados. Meus dois primeiros filhos nasceram no mesmo local, onde muitos lajedenses nasceram por falta de um serviço decente de maternidade na nossa cidade. Nasceram em Taquaritinga do Norte, onde como diretor do hospital demonstrava assim, aos que me criticavam, que se o hospital era bom para o filho do zelador nascer era porque também era bom para nascer o filho do doutor. A terceira nasceu em Caruaru, na época, já não estava à frente da direção do hospital e sim na Unimed em Caruaru

RECOMENDARIA O PARTO NO MESMO LOCAL ONDE VOCÊ NASCEU??????
( NÃO IMPÚTE AOS FILHOS DO BRASIL, OS DESMANDOS QUE.. OS FILHOS DE LAJEDO COMETEM DIARIAMENTE.)

Não só não recomendo como tenho feito, ao longo dos anos, todos os esforços para deslocar as gestantes que me procuram para orientar. Se você fizer uma leitura nos meus artigos do jornal Tribuna ou no meu blog verá que uma das maiores críticas que faço é ao sistema inexistente de maternidade da nossa cidade e a exdrúxula existência da casa de parto. Portanto, fico muito à vontade para responder esta indagação porque contra fatos não existem argumentos. 


Por fim gostaria de esclarecer que o que chamo de ser lajedense não significa necessariamente que tenha nascido aqui. Se você lembra da campanha de 1996 vai recordar o fato de que naquela campanha eu chamava o meu adversário de forasteiro, mesmo ele tendo nascido aqui, porque o fato concreto era que ele não poderia andar pelo município sem um guia porque era um estrangeiro em sua terra natal.
Hoje, temos a possibilidade da eleição ser disputada por dois candidatos que aqui não nasceram. Um pode ser chamado de lajedense o outro não. Portanto, não basta ter nascido aqui, tem de ser.


Espero ter esclarecido suas dúvidas e reconquistado a sua confiança.

Atenciosamente, Pedro Melo.

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