RESPOSTA A UM
QUESTIONAMENTO
Meu caro, Dr. Araújo, sou um leitor cotumaz dessa página e com frequência leio
suas postagens o que me faz acreditar que, certamente, um erro de interpretação
lhe levou a postar alguns equívocos a meu respeito o que procurarei, através
destas respostas, elucidar. Antes, porém, quero lhe agradecer a confiança em
mim depositada, por duas vezes, votando nas minhas propostas, conforme seu
relato e esclarecer que lhe respondo por dois motivos: primeiro pela forma
respeitosa como fui provocado e segundo em respeito ao seu voto a mim confiado.
Dr, vc/ está embarcando na onda de alguns.
Não, meu caro. Esta foi, sem dúvida, a decisão mais difícil da minha vida,
politicamente falando, mas foi fruto de uma longa e deliberada análise de toda
a conjuntura. Tentei, de todas as formas, construir uma candidatura única na
oposição, não consegui. Retirei então o meu nome para facilitar as composições
tendo em vista que o meu nome, para uns não servia, porque fui, por um equívoco
meu e mérito de quem conseguiu, aliado ao grupo da situação e para outros
porque em um episódio, na eleição passada, não impus a minha vontade e cedi
para aliados que hoje me renegam.
1:= a pesquisa onde mostra a intenção de votos com ligeira'' preferência para Rossine é falsa ?
Não, não é falsa. Como não são falsas outras pesquisas que apresentam
resultados diferentes. Pesquisa é um retrato do momento e serve para indicar
rumos, traçar estratégias e até, orientar campanhas. Não discuto resultados de
pesquisa desde que conhecida seja a metodologia empregada. A possível
“vantagem” de um candidato pode ter várias explicações assim como a
“desvantagem” temporária do outro. Esta não é, nem foi á questão.
2:= vc/ concordou ou não em respeitar á opinião do povo ''na'' respectiva pesquisa?
Existia um acordo de cavalheiros entre os pré-candidatos que seria feita, em
tempo hábil, um pesquisa registrada, para que pudesse ser publicada, em um
instituto de grande porte, para evitar dúvidas quanto a sua lisura, uma
pesquisa que definiria o candidato do grupo. No entanto, foi utilizada a
divulgação de uma pesquisa realizada em Dezembro como se esta fosse a
determinante da decisão o que criou alguns constrangimentos entre àqueles que
torciam para que o candidato fosse a minha pessoa e os que tinham outra
preferência. Daí em diante começou haver um clima de disputa entre os grupos o
que levaria, fatalmente, a uma divisão prejudicando dessa forma a construção da
união tão sonhada por mim para enfrentar o candidato da situação.
3:= é verdadeira ou não a intenção de ambos terem como vice o empresário Roberval Machado?
Só posso responder por mim. Da minha parte não haveria nenhum problema e seria
uma honra ter um vice do porte do amigo Roberval Machado, no entanto, não houve
esse convite. Converso muito com ele e acredito ser um excelente nome no
futuro. Antes ele precisa “ser” de Lajedo.
4:= vc/ já foi situação, pergunto-lhe.. é fácil um vereador da oposição solicitar e ser ''bem'' atendido pelo prefeito ?
Não, não é. Em Lajedo, infelizmente, temos prefeito de um lado A ou de um lado
B. Lajedo não precisa de um prefeito que tenha lado, nós precisamos de um
prefeito que tenha posição. Todos dizem que já fui de um lado ou de outro agora
lhe pergunto: Quantos falam que mudei de posição? Defendo Adelmo Duarte e os
Cosme naquilo de bom que representaram para Lajedo, onde falharam critico com
respeito. Alguém me ouviu falar mal de algum deles quando estava no outro lado?
Claro que não, porque respeito-os e por isso tenho o seu respeito. Estive do
lado da situação, sai quando não concordei com a sua prática política. Alguém
já me ouviu falar mal de algum deles? A resposta é não porque discordo do
pensamento, mas, respeito o dono. E nunca deixei de reconhecer os méritos seja
de que lado for e isso inquieta muita gente.
5:= sua vontade em melhorar lajedo, esta acima da vontade popular , mostrada em pesquisa?
Já disse uma vez e torno a dizer. Só quem tem o poder de tirar-me da política é
o povo. Dito isto, respondo sua pergunta. Minha vontade de governar Lajedo é
fruto do meu conhecimento, estudo e dedicação aos seus problemas. Jamais serei
prefeito de Lajedo se essa não for a vontade de seu povo por isto, retirei o
meu nome da disputa, porque a sabedoria do povo ainda não reconhece em mim a
capacidade para governá-los. Continuarei estudando e contribuindo da melhor
forma com todo àquele que quiser construir dias melhores para a nossa terra e
combatendo, no bom combate, todo àquele que não for digno de tamanha honraria.
E, se um dia o povo decidir que chegou a minha vez, tenha certeza, estarei
pronto.
6:= vc/ sendo ''candidato e eleito , respeitara as vontades e desejos da
população ? da mesma forma que respeita a pesquisa ? já que comenta-se muito
sobre a falta de respeito dos políticos com o povo ?
Meu caro a minha história fala por mim. Em todos os cargos que ocupei a
principal característica minha foi a de socializar o poder e centralizar a
responsabilidade. Ou seja, sempre dividi os louros da vitória, mas, sempre assumi
os erros sozinhos. Disse isto em 1996 a todos os que me acompanharam e àqueles
que quiseram encontrar culpados para o nosso insucesso: “se houvesse vitória
seria de todos, mas, a derrota só pertence a mim e, se tem um culpado este
culpado sou eu”, encerrando assim um processo que não conduziria a nada a não
ser o desgaste de muitos. Portanto, meu caro um bom líder não busca bode
expiatórios para os seus erros ele assume-os.
7:= Dr Pedro, já votei em vc/ duas vezes, gosto das suas'' propostas, mais... até quando deve-se insistir em ser candidato?
Até o dia em que aparecer propostas melhores do que as suas ou que alguém lhe
prove que suas propostas não servem ou, na melhor das hipóteses, quando as suas
propostas, se não provadas que são equivocadas, forem colocadas em prática. E,
por fim e muito mais importante, quando o povo decidir que está na hora de você
parar, no entanto, enquanto tiver um índice de intenção de votos competitivos
deverá se manter na disputa ou com o nome a disposição do partido. Eis o
exemplo de Lula, que salvo alguns equívocos (quem não os comete), foi um dos
maiores governantes que este País já teve e, todos lembram como foi difícil o
povo entender que ele deveria ser. Na hora certa e com o seu amadurecimento o
povo lhe honrou com dois mandatos.
8:=VC/ acredita que é realmente o único que pode melhorar lajedo? ( isto é auto confiança , ou prepotência)?
Não, eu não acredito nisso. Acho que qualquer um pode fazer o melhor de si, se
realmente quiser governar para todos e não para uma banda da cidade. O que eu
sou, sem modéstia, é mais preparado do que qualquer um dos nomes que se
apresentam para a disputa. Por uma razão muito simples, eu estudo Lajedo e seus
problemas e busco através do conhecimento soluções para aplicá-las caso venha
um dia a lhe governar e isto não é prepotência nem autoconfiança é apenas o
fruto da dedicação e da importância que dou ao tema. Minhas propostas eu
exponho e discuto porque são consistentes e factíveis. E, por favor, não me
venham com esse discurso de que já fui vice-prefeito e não fiz nada, que já fui
secretário de saúde e não fiz nada porque esse discurso não se sustenta.
Primeiro, porque vice-prefeito não é prefeito, parece óbvio, mas, alguns teimam
em não aceitar esse fato e, segundo, no pouco tempo em que fui secretário de
saúde fiz o que era possível fazer e os números oficiais do Ministério da Saúde
mostram se foram ou não eficazes na busca de soluções.
> quando'' embarca'' neste papo de que é filho de lajedo , parece-me que os
votos que depositei em urnas em vc/ foram mais do que perdidos, não pelo fato
de não te ver como prefeito, mais sim .. pelo fato de que não nasci em lajedo ,
mais minha família mudou-se para ''esta cidade'' quando eu ainda era criança, e
todos nos adotamos esta terra como nossa.
Aqui o equívoco de que falei. Quando falo que sou filho de Lajedo é por orgulho
de ser descendente direto de seu fundador e mostrar que me sinto bem em afirmar
a minha naturalidade, jamais, considerando inferior àqueles que aqui não
nasceram, até porque, muitos dos que aqui não nasceram contribuíram muito para
o que somos hoje.
PERGUNTAS.
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Pela graça de DEUS não nasci nas casas de parteiras em lajedo, tão pouco de
favores em Garanhuns este fato (sorte) me tira o direito de querer ou não votar
em você ? (meus votos foram mal recebidos ?)
Creio que as respostas acima esclarecem o quanto respeito a todos, inclusive os
que em mim não votaram, não votam ou não votarão. O fato de aqui ter nascido
não capacita ou incapacita ninguém para nada da mesma forma que não nascer
aqui. Como disse é por orgulho (e quem me conhece sabe), que sempre, em todas
as ocasiões em que tenho a honra de participar que afirmo em alto e bom som,
para todos, o orgulho de ser lajedense.
EM QUAL LOCAL, HOSPITAL, MATERNIDADE, OU CASA DE LAJEDO VC NASCEU? SEUS FILHOS NASCERAM ONDE ?
Nasci na Praça Joaquim Nabuco no local em que hoje está instalada a loja Celles
Calçados. Meus dois primeiros filhos nasceram no mesmo local, onde muitos
lajedenses nasceram por falta de um serviço decente de maternidade na nossa
cidade. Nasceram em Taquaritinga do Norte, onde como diretor do hospital
demonstrava assim, aos que me criticavam, que se o hospital era bom para o
filho do zelador nascer era porque também era bom para nascer o filho do
doutor. A terceira nasceu em Caruaru, na época, já não estava à frente da
direção do hospital e sim na Unimed em Caruaru
RECOMENDARIA O PARTO NO MESMO LOCAL ONDE VOCÊ NASCEU??????
( NÃO IMPÚTE AOS FILHOS DO BRASIL, OS DESMANDOS QUE.. OS FILHOS DE LAJEDO COMETEM DIARIAMENTE.)
Não só não recomendo como tenho feito, ao longo dos anos, todos os esforços
para deslocar as gestantes que me procuram para orientar. Se você fizer uma
leitura nos meus artigos do jornal Tribuna ou no meu blog verá que uma das maiores
críticas que faço é ao sistema inexistente de maternidade da nossa cidade e a
exdrúxula existência da casa de parto. Portanto, fico muito à vontade para
responder esta indagação porque contra fatos não existem argumentos.
Por fim gostaria de esclarecer que o que chamo de ser lajedense não significa
necessariamente que tenha nascido aqui. Se você lembra da campanha de 1996 vai
recordar o fato de que naquela campanha eu chamava o meu adversário de
forasteiro, mesmo ele tendo nascido aqui, porque o fato concreto era que ele
não poderia andar pelo município sem um guia porque era um estrangeiro em sua
terra natal.
Hoje, temos a possibilidade da eleição ser disputada por dois candidatos que
aqui não nasceram. Um pode ser chamado de lajedense o outro não. Portanto, não
basta ter nascido aqui, tem de ser.
Espero ter esclarecido suas dúvidas e reconquistado a sua confiança.
Atenciosamente, Pedro Melo.
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