A posse de um novo governo, após
dezesseis anos de domínio absoluto de uma facção partidária poderia ter mudado
ares e ânimos da população lajedense. Não precisava ser grande coisa, nem de
longe a salvação da lavoura, mas, talvez uma lufada de esperança. Porém, o vento
está soprando contra e ele (o gestor), rasgando as velas. Difícil ir adiante...
Mario Cuomo, governador de Nova
York de 1983 a 1994, dizia que campanhas se fazem em poesia, mas mandatos são
cumpridos em prosa. A lição é valiosa para o atual gestor. Na seara
retórico-eleitoral, esforça-se por deixar, em primeiro plano, promessas da
campanha eleitoral.
No campo prático, contudo, parece
esperar que suas promessas se materializem por encanto, tanto são as falhas de
gestão nas medidas que tem adotado. Não se trata de simples ponto fora da
curva, por assim dizer, mas de exemplo eloquente de inépcia administrativa e de
falhas tão frequentes que se tornaram a regra nesse primeiro ano.
Fracasso mesmo não houve, ainda
há tempo. Mas até agora o governo demonstra escassa noção de governabilidade. A
mera disposição de inventar e programar mesmo com atraso de um ano, um plano de
governo, poderia significar mudança importante. Os tropeços graves no
planejamento e implantação de um mínimo programa, porém, revelaram ou
confirmaram sabidas deficiências técnicas e, oque é pior, a tendência ao
improviso.
A ansiedade do governo de ver
algo dar certo o levou a decisões equivocadas (vide episódio da guarda municipal), sua defesa apaixonada
por leigos, ao descrédito; seu histórico conflituoso, ao enfraquecimento
político e reveses frequentes na sua frágil equipe de governo.
O governo não mudou um tico.
Velhos defeitos prejudicaram a percepção de que se trata de um novo governo, a
impressão é de que nada mudou. Continua a ignorar grande parcela da população e,
suas necessidades, pelo simples fato de ser adversário/oposição.
Em política, quando o fim
justifica os meios, o que se tem é a brutalidade dos meios com um fim sempre
desastroso.Os percalços da atual administração só atestam que o atual gestor e
sua inoperante equipe levarão muito tempo para acordar do sonho e agir segundo
os preceitos da realidade (e da lei). Baseadas em critérios políticos, e não
técnicos as decisões padecem de planejamento.
O gestor deve uma decisão a
respeito (trocar peças), e uma explicação pública para que não restem dúvidas
fundadas e acusações infundadas.
A partir de amanhã estarei
publicando (o Rossinômetro), uma avaliação do primeiro
ano de governo em todas as áreas. Espero que as contestações, se houver, sejam
feitas com argumentos sólidos, números consistentes e maturidade.Jamais com
jargões, frases prontas ou agressões verbais.
As avaliações são frutos das
minhas observações pessoais, conversas informais e informações não oficiais,
portanto, passíveis de equívocos.
Conforme a avaliação geral do primeiro
ano de governo constata-se que nem5% do prometido, foi cumprido. O quê,convenhamos,
é muito pouco para quem vestiu o manto da esperança e travestiu-se de
“libertador”. A continuar nesse ritmo
precisaria de 20 anos para honrar o prometido para o mandato. O tempo não para,
não para não...
Não sou perfeito nem sou santo e
muito menos Demônio, mas a história dirá quem está certo. A três anos do fim do
mandato esperamos que eivados esforços sejam empreendidos para recuperar o
tempo perdido e que todos os compromissos sejam honrados. É o nosso desejo.
Atenciosamente,
Pedro Melo.
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