quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

UM ANO DEPOIS...



A posse de um novo governo, após dezesseis anos de domínio absoluto de uma facção partidária poderia ter mudado ares e ânimos da população lajedense. Não precisava ser grande coisa, nem de longe a salvação da lavoura, mas, talvez uma lufada de esperança. Porém, o vento está soprando contra e ele (o gestor), rasgando as velas. Difícil ir adiante...

Mario Cuomo, governador de Nova York de 1983 a 1994, dizia que campanhas se fazem em poesia, mas mandatos são cumpridos em prosa. A lição é valiosa para o atual gestor. Na seara retórico-eleitoral, esforça-se por deixar, em primeiro plano, promessas da campanha eleitoral. 

No campo prático, contudo, parece esperar que suas promessas se materializem por encanto, tanto são as falhas de gestão nas medidas que tem adotado. Não se trata de simples ponto fora da curva, por assim dizer, mas de exemplo eloquente de inépcia administrativa e de falhas tão frequentes que se tornaram a regra nesse primeiro ano.

Fracasso mesmo não houve, ainda há tempo. Mas até agora o governo demonstra escassa noção de governabilidade. A mera disposição de inventar e programar mesmo com atraso de um ano, um plano de governo, poderia significar mudança importante. Os tropeços graves no planejamento e implantação de um mínimo programa, porém, revelaram ou confirmaram sabidas deficiências técnicas e, oque é pior, a tendência ao improviso.

A ansiedade do governo de ver algo dar certo o levou a decisões equivocadas (vide episódio  da guarda municipal), sua defesa apaixonada por leigos, ao descrédito; seu histórico conflituoso, ao enfraquecimento político e reveses frequentes na sua frágil equipe de governo. 

O governo não mudou um tico. Velhos defeitos prejudicaram a percepção de que se trata de um novo governo, a impressão é de que nada mudou. Continua a ignorar grande parcela da população e, suas necessidades, pelo simples fato de ser adversário/oposição. 

Em política, quando o fim justifica os meios, o que se tem é a brutalidade dos meios com um fim sempre desastroso.Os percalços da atual administração só atestam que o atual gestor e sua inoperante equipe levarão muito tempo para acordar do sonho e agir segundo os preceitos da realidade (e da lei). Baseadas em critérios políticos, e não técnicos as decisões padecem de planejamento.

O gestor deve uma decisão a respeito (trocar peças), e uma explicação pública para que não restem dúvidas fundadas e acusações infundadas.

A partir de amanhã estarei publicando (o Rossinômetro), uma avaliação do primeiro ano de governo em todas as áreas. Espero que as contestações, se houver, sejam feitas com argumentos sólidos, números consistentes e maturidade.Jamais com jargões, frases prontas ou agressões verbais.

As avaliações são frutos das minhas observações pessoais, conversas informais e informações não oficiais, portanto, passíveis de equívocos.

Conforme a avaliação geral do primeiro ano de governo constata-se que nem5% do prometido, foi cumprido. O quê,convenhamos, é muito pouco para quem vestiu o manto da esperança e travestiu-se de “libertador”. A continuar nesse ritmo  precisaria de 20 anos para honrar  o prometido para o mandato. O tempo não para, não para não... 

Não sou perfeito nem sou santo e muito menos Demônio, mas a história dirá quem está certo. A três anos do fim do mandato esperamos que eivados esforços sejam empreendidos para recuperar o tempo perdido e que todos os compromissos sejam honrados. É o nosso desejo.
                                                                                                                     
Atenciosamente, Pedro Melo.

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