Frustração. Esta certamente foi á
sensação que a maioria, como eu, dos que participaram da reunião no Centro de
Treinamento “sobre” a violência, sentiram. Primeiro um equívoco: fomos
comunicados de que ali estávamos sem sermos oficialmente convidados. A reunião,
em tese, seria apenas para as autoridades.
Em que pese á forma polida como o
delegado da nossa cidade, comunicou-nos que não teríamos direito de falar foi constrangedor
e pior, após ouvirmos todos os presentes à mesa afirmar que não sabiam o que
fazer sermos obrigado a permanecer em silêncio.
Após um balanço do que cada um
dos órgãos ali representados teria feito até agora, ficou claro que estamos à
deriva. A polícia, civil e militar, impotentes, carentes de recursos humanos e
materiais, a promotoria e a justiça reféns das leis que existem e dependentes
das não existentes. O executivo acreditando que fez o que poderia ter feito e
que agora depende de legislação específica para governar.
Diante do exposto algumas
constatações tornam-se óbvias. A polícia civil, carente de tudo, consegue ser
eficaz e eficiente, mas, não suporta a demanda existente e frustra-se com a
leniência das leis que põe em liberdade àqueles que presos deveriam permanecer.
A militar, consegue fazer com um efetivo reduzido o que deveria ser feito com
pelo menos o dobro de profissionais treinados, equipados e bem pagos. Fazem
milagres...
A promotoria cumpre o papel de
guardiã da constituição e, incompreendida ver contra ela a revolta daqueles que
acreditam que a solução está na Lei de talião “olho por olho, dente por dente”.
O Pacto da Segurança, ainda é um sonho distante. O alento veio na fala do
magistrado que foi o único a citar a única e verdadeira causa de todos os
problemas que estamos enfrentando, a falta da educação. E, foi enfático:
“enquanto não resolvermos o problema da educação estaremos enxugando gelo.
Simples e sábio assim.
A fala do executivo foi muito mais uma
prestação de contas do que fez do que daquilo que gostaríamos de ver sendo
feito. Não podemos esperar resultado diferente se fizermos tudo da mesma
maneira (Einstein). Portanto, pouco ou nada foi á esperança a nós ofertada.
A chama de esperança que foi
acesa ao tomarmos conhecimento e nos dispormos a participar só não foi de todo
apagada porque, ao final, ficou a esperança de uma nova reunião com todas as
autoridades presentes e, desta vez, com direito a voz dos convidados em uma
nova data a ser marcada pelo Bel. Altemar Mamede Leite. Aguardemos pois...
Por fim, a lamentar que tenha se
perdido a oportunidade de, em um mesmo lugar reunir todos os atores de tamanho
problema e não ter sido catalisada alguma medida que nos traga de volta a
esperança de dias melhores para que nós, a exemplo do nosso fundador, que teve
de fugir das cobras e aqui iniciar a construção da nossa cidade não tenhamos de
abandonar a nossa terra por conta da violência.
Atenciosamente, Pedro Melo, um
filho de Lajedo.
#vamosunirlajedo
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