Hoje em todo o mundo
comemora-se o seu dia e aqui na “nossa aldeia” não poderia ser diferente.
Passados alguns anos, torna-se cada dia mais evidente a importância da sua
presença entre nós, seus filhos, e, é cada vez mais presente a certeza do
quanto somos insanos em não tirarmos o máximo de proveito da sua presença
enquanto nos é ofertado esta dádiva.
Sabe mamãe, eu passei
grande parte da minha vida sem compreender as suas preocupações e, confesso,
muitas vezes cheguei a achar que a senhora era ranzinza, importuna e atrasada. Por vezes cheguei a
temer pagar “mico” diante dos meus amigos pela sua presença ou por seus
comentários e sempre era motivo de preocupação o seu primeiro encontro com as
minhas namoradas. Que bobagem...
Ao me tornar
adolescente quis o destino que me afastasse do seu convívio para estudar na
capital e, se para mim era só alegria para a senhora significou muito, mais
muito trabalho. Além das viagens semanais, para levar a feira, sempre que uma
folga existisse, a senhora corria para lá, para descansar, carregando pedras.
Não importava o meio
nem a hora, sempre que algum conhecido ousasse lhe dizer que iria ao Recife,
estava condenado a transportar uma caixinha com algum complemento da nossa
feira ou algum trocado para complementar a nossa mesada.
Acredito que seu
sacrifício tenha valido a pena porque seus filhos honraram e honram, conforme o
mandamento, seus pais. Hoje sou pai e tudo que peço a Deus é que meus filhos me
honrem como eu vos tenho honrado.
Hoje, eu entendo o que
a senhora queria ensinar-me quando me
dizia para ser tolerante e também compreendo o que a senhora queria dizer-me
quando afirmava que quem é pequeno só chega ao meu tamanho se eu me abaixar. Pois
bem, foram estes seus ensinamentos que me conduziram até aqui e que certamente
me conduzirão por toda minha jornada.
A propósito, esta
homenagem pública é para mostrar a um imbecilóide, que ousa querer manchar o
seu nome, em citações que visam atingir-me politicamente. Relembra uma situação
vexatória, em que a senhora se envolveu, na defesa apaixonada dos que hoje me
chamam de traidor, para tentar denegrir um fato circunstancial em função da sua
descarada e despropositada defesa, de inconfessáveis interesses.
Neste dia em que,
possivelmente, ele não tem com quem comemorar, pois não deve, infelizmente, ter
mãe, eu lhe transmito os meus sentimentos pela sua minúscula existência e, como nada mais posso
fazer por ele, deixo-lhe o ensinamento do poeta. Quem sabe orando ele aprenda o
que significa a palavra MÃE. Por que: “Eu aprendi... que sempre posso fazer uma
prece por alguém, quando não tenho forças para ajudá-lo de outra forma.” (William
Shakespeare).
Portanto, neste dia em
que o seu dia comemora-se, encha seu coração de júbilo porque o seu filho mesmo
agredido, injuriado, caluniado ou moralmente ferido jamais deixará de honrar os
seus ensinamentos. E lhe homenageando presto homenagem a todos os filhos que
não desfrutam da presença de suas mães ao seu lado no dia de hoje.
Com carinho, seu filho, Pedro Melo.
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