As
pessoas esquecerão o que você disse.
As
pessoas esquecerão o que você fez.
Mas elas nunca esquecerão como você as
fez sentir.
Aquele que faz o que ama está
benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for á hora, porque o que
deve ser será, e chegará de forma natural. Na política, não faço coisa alguma
por obrigação ou por interesse pessoal, apenas por amor. Somos muito mais
individualistas do que temos consciência. Embora calorosos no trato com os
outros, quando precisamos nos associar para aproveitarmos a força do coletivo
temos sérias dificuldades.
Coloquei o meu nome a disposição do meu
partido o PT e me propus uma tarefa gigantesca: - unificar a oposição em torno
de um único nome. Não consegui. Fui e sou acusado de nunca ceder. Assim sempre
procedi porque você cede uma vez e
parece não ter importância. E, logo tudo que você faz é ceder porque
pensa que é assim que as coisas funcionam. Porém, é chegada a hora onde os
gestos deverão ser mais importantes do que as palavras. A oposição tem nas mãos
a oportunidade de construir um novo capítulo na história política de nossa
cidade. Após a traição a que foi submetida pelo prefeito eleito para lhe
governar por quatro anos e que lhe abandonou em busca de um projeto pessoal,
manifesta claramente em todas as pesquisas o sentimento da mudança urgente,
inadiável e necessária.
Há, hoje, em todos os recantos do
município, uma séria dificuldade para você encontrar quem defenda este
malfadado governo, salvo àqueles que se beneficiam ou se locupletam, ninguém
mais ergue a voz em sua defesa. O outrora “intocável” já não encontra mais
ouvidos dispostos a escutar sua propalada fanfarronice e mínguam seus
companheiros de mesa de bar. Seu substituto ainda não disse, nem parece ter
pressa em dizer, a que veio. Os “seus” secretários continuam o desmando e só ao
antecessor prestam homenagens,
referindo-se quase sempre, na intimidade, de forma pejorativa ao atual chefe do
executivo.
O “primeiro ministro” manteve o “status
quo” e mandando mais do que o Rei continua na sua inesgotável capacidade de
perseguir, humilhar e desrespeitar todas as regras da administração, tratando a
coisa pública como se de sua propriedade fosse. Secretário forasteiro que da
pasta nada entende, trata a vida das pessoas com politicalha, permitindo o
exercício ilegal da profissão que coloca em risco o maior bem das pessoas que
ele não conhece, não respeita e não valoriza: o cidadão de Lajedo, que, como
sabemos, não é a sua terra e por isso o ultraje.
A
Educação está à beira de um precipício e salvo algum Quixote, como eu, poucos
parecem se importar, o que legitima a
insanidade da (i)responsável pela secretaria que continua na sua
desenfreada caminhada rumo à ignorância plena. Ao que parece “imexível”, como
diria um energúmeno que um dia foi Ministro, não fala, não ouve e não ver.
A Infraestrutura, tal qual o “Titanic”, faz água por todo
lado e não será surpresa a notificação do desaparecimento de um veículo, a
qualquer momento, tragado pelas profundezas de um dos muitos buracos que
permeiam nossas ruas e avenidas, ou envolto por uma montanha de lixo. O
trânsito continua imbatível no quesito bagunça e não parece haver concorrente à
altura na caótica administração.
Diante
de tudo isto cabe a nós, que fazemos oposição a este (des)governo que está ai,
refletirmos sobre a nossa responsabilidade enquanto homens públicos e
aceitarmos o desafio de que é preciso ceder para podermos avançar e, não
fugirmos do chamamento da história para escrevermos o nosso nome nesta página
que será escrita.
Todos
os lajedenses sabem do amor, do apreço, do conhecimento, da dedicação e da
energia com a qual me dedico a fazer política na nossa cidade. Qualquer cidadão
de Lajedo conhece a saga do meu sonho no intuito de um dia ser chamado para
governar nosso torrão. Todos são capazes de dizer quais são os meus projetos
para nossa terra nas prioritárias áreas da Educação, Segurança, Juventude,
Agricultura e da Saúde, que exaustivamente debati com todos os setores da nossa
sociedade. Entretanto, nada disso foi capaz de personificar, unicamente, na
minha pessoa os anseios da maioria fazendo com que o surgimento de outros
nomes, encontrasse eco em uma parcela da comunidade, fazendo emergir a
possibilidade da tão temida divisão.
Isto
posto e desta forma, faz-nos peremptoriamente compreender que dos nossos atos
poderá advir a cisão e para que não nos apequenemos em atitudes que certamente
nos conduzirão ao arrependimento é que após um longo e reflexivo período
tomamos a decisão, enquanto há tempo, de mais uma vez adiarmos o nosso sonho e renunciar a nossa postulação para que em
tempo hábil sejam feitas as necessárias composições que conduzam à vitória
aqueles que anseiam e respiram os ares de uma mudança real, efetiva e
comprometida com todos.
Todos
àqueles que me conhecem sabem o que isto representa para mim e o quão difícil
deverá ter sido chegar a esta tomada de decisão. Entretanto, estes meus
conhecedores sabem da minha capacidade de sobrepor a vontade coletiva a minha
vontade pessoal.
Com
a consciência tranquila de quem faz o que deve ser feito coloco-me à disposição
de todos, caso o meu ato seja nulo para o efeito a que se propõe, para rever a
minha atual posição.
Atenciosamente,
Pedro Melo.
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