Com a chegada de Dona Jacira
Alexandrina os salões nobres do céu certamente estarão mais animados. Na
companhia de Dona Genésia, Dona Diamantina e Dona Maria da Penha a prosa
correrá solta e o assunto predominante será Lajedo.
Quem a conheceu jamais esquecerá
o seu sorriso franco, a sua alegria, a sua generosidade e acima de tudo a
simplicidade que lhe era peculiar, pois nem mesmo a riqueza material com a qual
foi agraciada em vida lhe fez perder a humildade.
Há muito que os velhos carnavais
se foram, mas, mesmo que voltassem não seriam os mesmos sem a visita
obrigatória à sua fazenda, lá na cidade de Jupi, onde um banquete nos esperava
e a sua alegria em nos receber contagiava a todos.
O final de ano em Lajedo tinha
algo de especial e algumas coisas jamais faltavam: a foto em Seu Deda com a
roupa nova, os bancos de gengibirra, o forró de Ciço Izídio e a chegada de Dona
Jacira e seu Zé Alexandrino lá das bandas do distante Rio de Janeiro.
Tenho várias recordações de Dona
Jacira, uma em especial. Em 1983, como estudante de medicina, fui para o ENEM
(Encontro Nacional de Estudantes de Medicina), no Rio e lá fui à sua residência
no bairro das Laranjeiras. Fui tratado como um Rei... Obrigado Dona Jacira.
Dizem que as pessoas boas não morrem,
vão sumindo na distância...
Meu pai, seu amigo, Zé Nicolau,
já está aí há muito tempo e com certeza ficará muito feliz em lhe rever.
Aproveite e diga-lhe que mandei lhe pedir a benção.
Vai em Paz porque na sua vida foi
o que você transmitiu a quem lhe conheceu...
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